UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
A violência é um tema de grande relevância no Brasil pela sua prevalência e repercussões sociais. Considerando o papel do médico na abordagem em casos de violência, é correto afirmar que:
Violência contra mulher → ↑ risco de fibromialgia, complicações gestacionais e problemas de saúde mental.
A violência, especialmente a doméstica contra mulheres, tem profundas repercussões na saúde física e mental. Condições como fibromialgia, síndromes de dor crônica, transtornos psiquiátricos (depressão, ansiedade, TEPT) e complicações obstétricas são frequentemente observadas em vítimas, exigindo uma abordagem sensível e proativa do médico.
A violência é um problema de saúde pública com alta prevalência e graves repercussões no Brasil. O médico, em qualquer nível de atenção, tem um papel crucial na identificação, acolhimento e manejo de vítimas de violência, que muitas vezes não verbalizam a situação espontaneamente. É fundamental que o profissional esteja atento a sinais indiretos e ofereça um espaço de escuta. A fisiopatologia das consequências da violência é complexa, envolvendo estresse crônico, trauma psicológico e impactos diretos na saúde física. Mulheres vítimas de violência frequentemente apresentam queixas somáticas inespecíficas, como dores crônicas (fibromialgia), cefaleias, problemas gastrointestinais e ginecológicos. Na gravidez, a violência aumenta significativamente o risco de desfechos adversos maternos e perinatais. A abordagem deve ser multidisciplinar, com foco na segurança da vítima, apoio psicossocial e, quando apropriado, notificação compulsória. É essencial que o médico não julgue, mas ofereça suporte e informações sobre os recursos disponíveis, reconhecendo a violência como um determinante social de saúde.
A violência contra a mulher está associada a problemas como fibromialgia, síndromes de dor crônica, transtornos de ansiedade e depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e complicações na gravidez.
O médico tem o papel de identificar sinais e sintomas de violência, oferecer um ambiente seguro para a paciente relatar, validar sua experiência e encaminhar para apoio psicossocial e legal, se necessário.
A violência durante a gravidez pode levar a complicações como aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, descolamento de placenta, infecções e maior risco de depressão pós-parto.
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