UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, é trazido à consulta relatando dor no peito e dificuldade para dormir. Anamnese: bom aluno, estuda pela manhã, ambiente familiar bem estruturado e tem hábito de jogar “games” antes de dormir. Utiliza internet e smartphones por 5 horas/dia. Exame físico: sem alterações, ACV: normal. A orientação do pediatra deve ser:
Uso excessivo de telas antes de dormir → distúrbios do sono e ansiedade em adolescentes.
A exposição à luz azul de telas antes de dormir suprime a melatonina, prejudicando o sono. Regras claras sobre o uso de eletrônicos, especialmente antes de deitar, são cruciais para a saúde física e mental do adolescente.
O uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos na adolescência é uma preocupação crescente na pediatria, com implicações significativas para a saúde física e mental. A prevalência de adolescentes que passam horas em frente a smartphones e computadores é alta, e os profissionais de saúde devem estar aptos a identificar e intervir nesses casos. É crucial reconhecer que sintomas como dor no peito e dificuldade para dormir podem ter raízes psicossociais ligadas ao estilo de vida digital. A fisiopatologia envolve a exposição à luz azul, que interfere no ciclo circadiano ao suprimir a produção de melatonina, resultando em insônia e sono de má qualidade. Além disso, o conteúdo e a interatividade dos games e redes sociais podem gerar hiperestimulação e ansiedade, dificultando o relaxamento antes de dormir. O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese detalhada sobre hábitos digitais e exclusão de causas orgânicas para os sintomas. A conduta mais adequada foca na educação e modificação de hábitos. Estabelecer regras claras sobre o tempo de tela e, principalmente, desligar os dispositivos pelo menos duas horas antes de dormir, é uma intervenção de primeira linha. Promover atividades alternativas, incentivar a interação social offline e monitorar o conteúdo acessado são complementares. Em casos mais graves de ansiedade ou dependência, o encaminhamento para apoio psicoterápico pode ser necessário, mas a intervenção inicial é comportamental.
O uso excessivo de telas pode levar a distúrbios do sono, ansiedade, sedentarismo, problemas de visão, dificuldades de concentração e impactar o desenvolvimento social e emocional.
É fundamental estabelecer limites claros, como tempo de uso diário e desligamento de telas pelo menos duas horas antes de dormir, além de promover atividades alternativas e o diálogo familiar.
A luz azul emitida por telas eletrônicas inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono, dificultando o início e a manutenção de um sono de qualidade, especialmente em adolescentes.
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