HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
O uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets por lactentes e pré escolares aumentou dramaticamente nos últimos anos. As evidências de pesquisas científicas sugerem que os dispositivos tecnológicos de telas e as mídias oferecem tanto benefícios quanto riscos para a saúde das crianças e adolescentes, tornando-se necessário o planejamento dos cuidadores. Em relação ao uso da tecnologia na população pediátrica, marque a alternativa correta.
Excesso de telas na primeira infância → atrasos cognitivos, linguagem, sociais, alterações de sono e comportamento.
A exposição excessiva a telas em crianças pequenas está associada a diversos prejuízos no desenvolvimento, incluindo atrasos na linguagem e cognição, problemas sociais e distúrbios do sono. As recomendações atuais visam limitar drasticamente ou proibir o uso de telas em lactentes e pré-escolares.
O uso de dispositivos móveis e a exposição a telas na infância têm sido objeto de crescente preocupação na pediatria. Evidências científicas demonstram que a exposição excessiva, especialmente na primeira infância, pode ter impactos negativos significativos no desenvolvimento infantil. A Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) fornecem diretrizes claras para o uso de mídias digitais, visando proteger a saúde e o desenvolvimento das crianças. Os riscos associados ao excesso de telas incluem atrasos no desenvolvimento cognitivo, na linguagem e nas habilidades sociais, além de problemas comportamentais como agressividade e alterações no sono. A substituição da interação humana e das brincadeiras ativas por tempo de tela limita as oportunidades de aprendizado e exploração do mundo real, essenciais para a formação de conexões neurais. A luz azul emitida pelas telas também pode interferir no ciclo circadiano, prejudicando a qualidade do sono. As recomendações atuais são: evitar a exposição a telas para crianças menores de 2 anos (exceto videochamadas supervisionadas); limitar a 1 hora por dia para crianças de 2 a 5 anos, com conteúdo de alta qualidade e acompanhamento dos pais; e estabelecer limites de tempo e conteúdo para crianças e adolescentes, incentivando atividades físicas, leitura e interação social. É fundamental que os pais e cuidadores sejam orientados sobre os riscos e benefícios, promovendo um uso consciente e equilibrado da tecnologia.
A exposição excessiva a telas na primeira infância está associada a atrasos significativos no desenvolvimento da linguagem, pois substitui a interação verbal e não verbal essencial com os cuidadores.
A SBP recomenda evitar telas para crianças menores de 2 anos, limitar a 1 hora/dia para 2-5 anos, e monitorar o conteúdo e tempo de uso para idades maiores, priorizando atividades interativas e ao ar livre.
A luz azul emitida pelas telas pode suprimir a produção de melatonina, hormônio indutor do sono, e o conteúdo estimulante pode dificultar o relaxamento, levando a distúrbios do sono e insônia.
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