Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Paciente feminina, 79 anos, com comorbidades (diabetes, fibrilação atrial e hipertensão arterial) e constipação crônica, evoluiu com suboclusão intestinal refratária ao tratamento clínico. Tomografia evidenciou impactação fecal, dilatação do sigmoide e espessamento parietal, sem sinais de perfuração ou abscesso. Após 5 dias, persistência do quadro foi confirmada. Com relação à indicação de cirurgia, nesse caso, é correto afirmar:
Fecaloma refratário ao manejo clínico (lavagens/clisteres) + Sinais de sofrimento parietal → Intervenção cirúrgica.
Embora o tratamento do fecaloma seja majoritariamente clínico, a persistência da obstrução e o risco de isquemia ou perfuração por decúbito (úlcera estercoral) impõem a necessidade de cirurgia.
A impactação fecal é comum em idosos institucionalizados ou com comorbidades neurológicas e diabetes. A falha do tratamento conservador após vários dias, associada a sinais tomográficos de sofrimento de alça (espessamento parietal e dilatação proximal), indica que a descompressão mecânica cirúrgica é necessária para evitar a translocação bacteriana, sepse e a perfuração estercoral.
O manejo inicial inclui desimpactação manual (se o fecaloma estiver ao alcance retal), uso de enemas (clisteres) de glicerina ou fosfato, e laxantes osmóticos (como polietilenoglicol). A hidratação agressiva e a mobilização do paciente também são fundamentais para estimular o trânsito intestinal e amolecer a massa fecal.
É uma lesão necrótica da mucosa do cólon causada pela pressão prolongada de uma massa fecal endurecida (fecaloma). Essa pressão compromete a microcirculação da parede intestinal, podendo levar à isquemia focal e perfuração espontânea (perfuração estercoral), que é uma emergência cirúrgica gravíssima com altas taxas de morbimortalidade.
A técnica depende dos achados intraoperatórios. Pode variar desde uma colotomia para retirada do fecaloma até uma colectomia segmentar (geralmente sigmoidectomia) com ou sem anastomose primária. O procedimento de Hartmann é frequentemente utilizado se houver contaminação peritoneal ou instabilidade hemodinâmica, visando remover o segmento dilatado e atônico.
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