FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Arthur, de 32 anos de idade, foi à UBS, acompanhado por sua mãe, com queixa de otalgia leve, abafamento auditivo e leve tontura. Os sintomas começaram há duas semanas e a mãe de Arthur notou o incômodo do filho, pois ele começara a fazer movimentos com a boca e a colocar o dedo indicador dentro do ouvido. Arthur vive com transtorno do espectro autista (TEA) e é parcialmente dependente para atividades da vida diária. Ocasionalmente, fica não colaborativo em consultas médicas. No exame físico, o médico avaliou uma impactação de cerume em conduto auditivo, sem hiperemia ou saída de secreção.Com base nessa situação hipotética e no Caderno de Atenção Básica n.o 30, assinale a alternativa que apresenta o critério que poderia contraindicar a lavagem de ouvido em Arthur, como terapia para a impactação de cerume.
Lavagem de ouvido contraindicada em pacientes não colaborativos ou com perfuração timpânica.
A lavagem de ouvido é um método comum para remover cerume impactado, mas exige a colaboração do paciente para evitar riscos como lesões no tímpano ou desconforto excessivo. Em pacientes não colaborativos, como Arthur, a técnica pode ser perigosa ou ineficaz, sendo preferíveis outras abordagens como ceruminolíticos ou remoção manual/instrumental.
A impactação de cerume é uma condição comum na atenção primária, caracterizada pelo acúmulo excessivo de cera no conduto auditivo externo, causando sintomas como otalgia, abafamento auditivo, zumbido e tontura. Embora geralmente benigna, pode afetar a qualidade de vida e a audição. O diagnóstico é clínico, por otoscopia, que revela a obstrução do conduto. O tratamento mais comum é a lavagem de ouvido, que consiste na irrigação do conduto com água morna para desalojar o cerume. No entanto, é crucial conhecer as contraindicações para evitar complicações como perfuração timpânica ou otite. As contraindicações absolutas incluem perfuração da membrana timpânica, otite média aguda ou crônica, cirurgia otológica prévia e a presença de tubos de ventilação. Uma contraindicação relativa, mas importante, é a falta de colaboração do paciente, que pode tornar o procedimento inseguro e traumático. Nesses casos, outras abordagens como ceruminolíticos ou remoção instrumental devem ser consideradas, por vezes com encaminhamento ao otorrinolaringologista.
As principais contraindicações incluem perfuração da membrana timpânica, otite média aguda ou crônica, cirurgia otológica prévia, e a incapacidade do paciente de colaborar com o procedimento devido a dor ou agitação.
A falta de colaboração aumenta o risco de lesões no conduto auditivo externo ou na membrana timpânica devido a movimentos bruscos, dor intensa ou incapacidade de seguir instruções durante o procedimento, tornando-o inseguro.
Em pacientes com TEA ou não colaborativos, podem ser utilizados ceruminolíticos para amolecer o cerume, ou a remoção manual/instrumental por um especialista (otorrinolaringologista), muitas vezes sob sedação leve, se necessário.
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