INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 45 anos, vítima de colisão automobilística do tipo auto vs anteparo (muro) com velocidade aproximada de 60 km/h, foi trazido à unidade de emergência pelo serviço de resgate pré-hospitalar em prancha rígida e com colar cervical. Relata que estava utilizando cinto de segurança e que o air-bag foi acionado. Nega qualquer sintomatologia no momento. Na avaliação primária, feita na chegada do paciente à sala de emergência, registram-se: vias aéreas pérvias, exame respiratório normal, frequência respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 × 90 mmHg. Além disso, apresentou exame neurológico sumário normal, Escala de Coma de Glasgow de 15 e ausência de lesões externas aparentes.Em relação à imobilização da coluna desse paciente, a conduta mais adequada é
Paciente alerta e sem dor cervical após trauma, com exame neurológico normal → realizar rolamento em bloco para exame da coluna e retirada de imobilização.
Em um paciente vítima de trauma com mecanismo de alto impacto, mas que está alerta (Glasgow 15), sem queixas de dor cervical e com exame neurológico normal, a conduta mais adequada é realizar o rolamento em bloco para exame físico completo da coluna e, se não houver achados, proceder à retirada do colar cervical e da prancha rígida. Exames de imagem são indicados se houver dor ou achados anormais.
A imobilização da coluna cervical em pacientes vítimas de trauma é uma medida crucial para prevenir ou minimizar lesões medulares secundárias. No entanto, a manutenção prolongada da imobilização, especialmente em prancha rígida, pode causar desconforto, úlceras de pressão e complicações respiratórias. Portanto, a decisão de retirar o colar cervical e a prancha rígida deve ser baseada em uma avaliação criteriosa e seguindo protocolos estabelecidos. Em pacientes que chegam à emergência após um trauma de alto impacto, mas que estão hemodinamicamente estáveis, alertas (Escala de Coma de Glasgow de 15), sem queixas de dor cervical e com exame neurológico sumário normal, a conduta inicial mais adequada é proceder à avaliação da coluna. Isso envolve o rolamento 'do corpo em bloco', uma técnica que permite examinar a coluna dorsal e lombar mantendo a cabeça e o tronco alinhados, minimizando o risco de movimentação da coluna cervical. Durante este processo, a cabeça do paciente deve ser mantida em posição neutra. Após o exame físico detalhado da coluna e a confirmação de ausência de dor ou sensibilidade, e com o exame neurológico permanecendo normal, o colar cervical e a prancha rígida podem ser retirados. Critérios como NEXUS (National Emergency X-Radiography Utilization Study) ou Canadian C-Spine Rule são ferramentas validadas que auxiliam na decisão de descartar lesão cervical sem a necessidade de exames de imagem em pacientes de baixo risco. Residentes devem dominar esses protocolos para garantir a segurança do paciente e evitar imobilizações desnecessárias.
A retirada da imobilização cervical e da prancha rígida é segura quando o paciente está alerta e orientado (Glasgow 15), não apresenta dor ou sensibilidade na coluna cervical, não tem déficits neurológicos, não está sob efeito de álcool/drogas e não possui outras lesões distrativas que impeçam a avaliação confiável da coluna.
O rolamento em bloco é uma técnica utilizada para mover o paciente traumatizado, mantendo a coluna vertebral alinhada e em posição neutra, minimizando o risco de lesão medular. É essencial para permitir o exame físico completo da coluna dorsal e lombar e a retirada da prancha rígida.
Os critérios NEXUS incluem ausência de dor na linha média cervical, ausência de intoxicação, nível de consciência normal, ausência de déficits neurológicos focais e ausência de lesão distrativa. Se todos forem negativos, a lesão cervical pode ser descartada clinicamente sem radiografias.
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