UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
Paciente de vinte e cinco anos de idade, vítima de acidente automobilístico com capotamento ocorrido havia 8 horas, foi levado ao pronto-socorro, onde deu entrada consciente, orientado, imobilizado em prancha rígida, com colar cervical. O paciente apresentava sinais vitais normais, quadro de dor em região cervical, abdominal e lacerações em membros superiores e inferiores. Com relação a esse caso clínico e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item a seguir. O colar cervical deverá ser retirado somente na hipótese de, após a realização de exame radiológico da coluna cervical, este não evidenciar fraturas.
Colar cervical em trauma → Retirada SOMENTE após exclusão radiológica e clínica de lesão da coluna cervical.
Em pacientes vítimas de trauma com suspeita de lesão cervical, o colar cervical deve ser mantido até que a coluna cervical seja completamente avaliada e lesões sejam excluídas por exames de imagem (radiografia, TC) e exame físico. A retirada precoce pode agravar uma lesão medular existente.
O manejo inicial do trauma é uma etapa crítica na emergência, e a proteção da coluna cervical é uma prioridade absoluta em vítimas de acidentes com alto mecanismo de energia. A imobilização com colar cervical e prancha rígida é uma medida preventiva para evitar ou minimizar lesões medulares secundárias, que podem ter consequências devastadoras. A retirada do colar cervical deve seguir um protocolo rigoroso, baseado em evidências, para garantir a segurança do paciente. Este protocolo geralmente envolve uma avaliação clínica detalhada, incluindo a ausência de dor cervical, sensibilidade à palpação, déficits neurológicos, lesões distrativas ou alteração do nível de consciência. No entanto, a confirmação por exames de imagem é frequentemente indispensável. A radiografia da coluna cervical, embora útil, pode não detectar todas as fraturas. A tomografia computadorizada (TC) é considerada o padrão-ouro para a avaliação de lesões ósseas na coluna cervical em pacientes traumatizados. Somente após a exclusão de fraturas e instabilidades por exames de imagem adequados, e uma avaliação clínica que confirme a ausência de risco, o colar cervical pode ser retirado com segurança. A adesão a esses princípios é vital para a prática segura na emergência.
A imobilização cervical é mantida em pacientes com trauma contuso que apresentam dor cervical, sensibilidade à palpação, déficit neurológico, alteração do nível de consciência, intoxicação ou outras lesões distrativas que impeçam uma avaliação confiável.
Inicialmente, radiografias simples da coluna cervical (AP, lateral e transoral) podem ser realizadas. A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha para avaliar fraturas e lesões ósseas, e a ressonância magnética (RM) é útil para avaliar lesões de partes moles e medulares.
Em pacientes totalmente conscientes, sem dor cervical, sem lesões distrativas, sem intoxicação e sem déficit neurológico, e que conseguem realizar movimentos sem dor, a avaliação clínica pode ser suficiente (critérios de NEXUS ou Canadian C-Spine Rule), mas a confirmação radiológica é frequentemente preferida em casos de alta energia.
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