FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 32 anos de idade, encontra-se na 4a gestação (2 partos por via abdominal anteriores e 1 parto por via vaginal). Internada na 36ª semana de gestação em trabalho de parto. Durante a evolução do mesmo, observou-se o sinal de Bandl-Frommel. De acordo com estas informações, o diagnóstico e a conduta imediata são:
Sinal de Bandl-Frommel → Iminência de rotura uterina = Cesariana de emergência.
O sinal de Bandl-Frommel indica uma distensão excessiva do segmento inferior do útero, formando um anel de contração patológico, o que é um sinal clássico de iminência de rotura uterina, especialmente em multíparas com cicatrizes uterinas prévias. A conduta é interrupção imediata da gestação por via abdominal.
A iminência de rotura uterina é uma das mais graves emergências obstétricas, caracterizada pela distensão excessiva e adelgaçamento do segmento inferior do útero, ameaçando sua integridade. Sua identificação precoce é crucial para a prevenção de morbimortalidade materna e fetal. A condição é mais comum em multíparas com cicatrizes uterinas prévias, como aquelas de cesarianas anteriores, onde a parede uterina já possui um ponto de fragilidade. O sinal de Bandl-Frommel é um achado clínico patognomônico da iminência de rotura uterina, manifestando-se como um anel de contração patológico visível ou palpável acima da sínfise púbica, indicando a ascensão do anel de contração fisiológico devido à obstrução do trabalho de parto ou distocia. Outros sinais incluem dor abdominal intensa e persistente, sangramento vaginal e taquicardia fetal. A fisiopatologia envolve a incapacidade do útero de progredir no trabalho de parto, levando a um estiramento excessivo das fibras musculares. A conduta diante da iminência de rotura uterina é a interrupção imediata da gestação por via abdominal (cesariana de emergência). O objetivo é evitar a rotura uterina completa, que pode resultar em hemorragia maciça, choque hipovolêmico, histerectomia e óbito materno, além de asfixia e óbito fetal. A prevenção inclui o manejo adequado do trabalho de parto em pacientes com cicatriz uterina e a monitorização rigorosa.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e persistente, sangramento vaginal, taquicardia fetal, e o sinal de Bandl-Frommel (anel de contração patológico visível ou palpável acima da sínfise púbica).
A conduta imediata é a interrupção da gestação por via abdominal (cesariana de emergência) para evitar a rotura uterina completa e suas graves consequências maternas e fetais.
Fatores de risco incluem cicatrizes uterinas prévias (cesarianas, miomectomias), grande multiparidade, trabalho de parto prolongado ou obstruído, e uso inadequado de ocitocina.
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