SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
GMR, 19 anos, gestante com 36 semanas, apresentando ganho acentuado de peso há cerca de 10 dias atrás. Hoje, chega ao pronto atendimento com cefaléia intensa, escotomas e epigastralgia contínua. Qual o diagnóstico mais provável?
Gestante com HAS + cefaleia intensa, escotomas, epigastralgia = Iminência de Eclâmpsia.
A presença de sintomas como cefaleia intensa, escotomas e epigastralgia em uma gestante com pré-eclâmpsia indica disfunção de órgãos-alvo e é um sinal de iminência de eclâmpsia, exigindo intervenção imediata para prevenir convulsões.
A iminência de eclâmpsia representa uma condição grave dentro do espectro dos distúrbios hipertensivos da gestação, caracterizada pela presença de pré-eclâmpsia grave associada a sintomas neurológicos ou de disfunção de órgãos que precedem uma convulsão eclâmptica. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e intervenção imediatos para prevenir morbimortalidade materna e fetal. Os sintomas clássicos incluem cefaleia intensa e persistente, escotomas ou visão turva, e dor epigástrica ou em quadrante superior direito, que indicam disfunção cerebral e hepática, respectivamente. A fisiopatologia envolve vasospasmo generalizado e disfunção endotelial, levando a isquemia e edema em diversos órgãos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença desses sintomas em uma gestante com pré-eclâmpsia. A conduta para iminência de eclâmpsia é urgente e visa prevenir a convulsão e estabilizar a paciente. Inclui a administração de sulfato de magnésio para neuroproteção, controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos e a avaliação da necessidade e do momento da interrupção da gestação, que é o tratamento definitivo para a doença.
Os principais sinais incluem cefaleia intensa e persistente, distúrbios visuais (escotomas, visão turva), dor epigástrica ou em quadrante superior direito, hiperreflexia e, em alguns casos, edema pulmonar.
A iminência de eclâmpsia é um estágio da pré-eclâmpsia grave onde os sintomas neurológicos (cefaleia, escotomas) ou de disfunção hepática (epigastralgia) são proeminentes, indicando risco iminente de convulsão.
A conduta inicial envolve a internação, monitorização rigorosa, controle da pressão arterial e, crucialmente, a administração de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, além da avaliação para interrupção da gestação.
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