IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente de 16 anos, GI, 38 semanas de gestação, acompanhada até o momento no pré-natal de risco habitual sem intercorrências, deu entrada no PS queixando-se de cefaleia intensa associada a náuseas e dor epigástrica progressiva. Ao exame: PA: 170x110 mmHg, BCF: 144 bpm, metrossístoles ausentes. Trouxe consigo exames laboratoriais realizados no dia anterior hb: 10,6, Htc: 36,9, Plaquetas: 150000, LDH: 242, TGO: 32, TGP: 34, cr: 0,76, relação UA/UC: 0,45. Quais são o diagnóstico e a conduta nesse momento?
Cefaleia intensa + dor epigástrica + PA ≥ 160x110 mmHg em gestante = Iminência de Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio + anti-hipertensivo.
A paciente apresenta sinais clássicos de iminência de eclâmpsia (cefaleia intensa, dor epigástrica, náuseas, PA elevada) em pré-eclâmpsia grave. A conduta imediata é estabilizar a paciente com sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões e anti-hipertensivo (hidralazina EV) para controle da PA, seguida de resolução da gestação.
A iminência de eclâmpsia representa uma condição grave e potencialmente fatal na gestação, caracterizada por pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e sintomas premonitórios de convulsão. A paciente do caso apresenta cefaleia intensa, náuseas, dor epigástrica e hipertensão grave (PA 170x110 mmHg), que são critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e indicativos de iminência de eclâmpsia, mesmo com exames laboratoriais ainda não alterados para HELLP. A idade jovem (16 anos) e a primiparidade são fatores de risco. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, levando a vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária. Os sintomas de iminência de eclâmpsia refletem o comprometimento de órgãos-alvo, como o sistema nervoso central (cefaleia, distúrbios visuais) e o fígado (dor epigástrica). O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipertensão e proteinúria, associados aos sinais de gravidade. O tratamento é emergencial e visa prevenir a convulsão e controlar a pressão arterial. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, devendo ser iniciado imediatamente. O controle da hipertensão com anti-hipertensivos intravenosos (hidralazina, labetalol) é crucial para evitar complicações cerebrais. Após a estabilização materna, a resolução da gestação é a conduta definitiva, preferencialmente por via mais rápida, considerando a idade gestacional e as condições maternas e fetais.
Os sinais e sintomas incluem cefaleia intensa e persistente, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, hiperreflexia e, por vezes, edema pulmonar.
A conduta inicial é a administração imediata de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (como hidralazina ou labetalol) e, após estabilização, a resolução da gestação.
A iminência de eclâmpsia é um quadro de pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos e epigástricos. A Síndrome HELLP é uma complicação da pré-eclâmpsia caracterizada por hemólise (LDH > 600), enzimas hepáticas elevadas (TGO/TGP > 2x o normal) e plaquetopenia (< 100.000), que não estão presentes nos exames da paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo