Iminência de Eclâmpsia: Diagnóstico e Conduta na Gestação

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

G.B.V., GII PI 1N A0, IG 37 semanas 2 dias, HAC, deu entrada no PSO com queixa de cefaleia ociptofrontal persistente há 2 horas, além de náuses e vômitos. PA 160 x 110 mmHg. Nega comorbidades e refere pré-natal sem outras intercorrências.Assinale a alternativa que representa o diagnóstico e a conduta mais adequados.

Alternativas

  1. A) Urgência hipertensiva; neozine via oral e observação da PA.
  2. B) Emergência hipertensiva; metildopa via oral, rotina anti-hipertensiva e internação.
  3. C) Pré-eclampsia; hidralazina e rotina anti-hipertensiva.
  4. D) Iminência de eclâmpsia; MgSO₄, rotina anti-hipertensiva, hidralazina EV e internação.
  5. E) Eclâmpsia; MgSO₄ e resolução da gestação após estabilização clínica materna.

Pérola Clínica

Gestante com PA ≥ 160/110 mmHg + sintomas neurológicos (cefaleia, vômitos) = Iminência de Eclâmpsia → MgSO₄ + anti-hipertensivo EV + internação.

Resumo-Chave

A gestante apresenta quadro de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (PA ≥ 160/110 mmHg) e sintomas neurológicos (cefaleia, náuseas, vômitos), caracterizando iminência de eclâmpsia. A conduta imediata inclui sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, anti-hipertensivos intravenosos (como hidralazina) para controle da PA e internação.

Contexto Educacional

As síndromes hipertensivas da gestação representam um grupo de condições que complicam cerca de 5-10% das gestações e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão de início após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. Quando há sinais de gravidade, como PA ≥ 160/110 mmHg e sintomas neurológicos, o quadro é de pré-eclâmpsia grave ou iminência de eclâmpsia. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição, ativação plaquetária e aumento da permeabilidade vascular. Os sintomas como cefaleia e vômitos indicam envolvimento do sistema nervoso central, sinalizando um risco iminente de convulsão eclâmptica. A conduta na iminência de eclâmpsia é uma emergência obstétrica. Inclui a administração imediata de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos (como hidralazina ou labetalol) e a internação da paciente. A resolução da gestação é frequentemente indicada após a estabilização materna, especialmente em gestações a termo, para prevenir a progressão para eclâmpsia e outras complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnóstico de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade?

Os critérios incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm³, creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação, enzimas hepáticas elevadas, edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais persistentes e dor epigástrica ou em quadrante superior direito.

Qual a principal indicação do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é indicado para a profilaxia e tratamento das convulsões em casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e eclâmpsia, sendo o anticonvulsivante de escolha.

Quais anti-hipertensivos são usados para controle agudo da PA na pré-eclâmpsia grave?

Para o controle agudo da hipertensão grave na pré-eclâmpsia, são utilizados medicamentos intravenosos como hidralazina, labetalol ou nifedipino oral de ação rápida.

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