UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Primigesta com 21 anos de idade, 33 semanas de gestação, com hipertensão arterial desde a 26º semana de gravidez, em uso de metildopa 2 gramas ao dia, comparece a urgência e emergência obstétrica referindo cefaléia, epigastralgia, visão turva, sangramento vaginal e dor em baixo ventre. Nega outras queixas. Nega outros episódios de sangramento na gravidez. Exame físico: pressão arterial= 160/ 110 mmHg; dinâmica uterina presente; tônus uterino aumentado, pequeno sangramento via canal cervical, colo impérvio. Com base no caso acima descrito as impressões diagnósticas são:
Gestante HAS + cefaleia/epigastralgia/visão turva + PA ≥ 160/110 = Iminência de Eclâmpsia. Sangramento + dor + tônus uterino ↑ = DPP.
A presença de cefaleia, epigastralgia e visão turva em uma gestante hipertensa com PA ≥ 160/110 mmHg indica iminência de eclâmpsia. O sangramento vaginal associado a dor abdominal, dinâmica uterina presente e tônus uterino aumentado é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
A pré-eclâmpsia grave e o descolamento prematuro de placenta (DPP) são duas das mais sérias emergências obstétricas, com alta morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, enquanto o DPP é a separação da placenta da parede uterina antes do parto. A coexistência dessas condições, como no caso descrito, agrava o quadro e exige reconhecimento e manejo imediatos. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo, levando a hipertensão e danos a órgãos-alvo. A iminência de eclâmpsia representa a fase pré-convulsiva, com sintomas neurológicos e gastrointestinais. O DPP, por sua vez, pode ser desencadeado por hipertensão crônica ou pré-eclâmpsia, trauma ou tabagismo, resultando em hemorragia retroplacentária e comprometimento da oxigenação fetal. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas maternos e achados do exame físico. O manejo da iminência de eclâmpsia envolve o controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. No DPP, a prioridade é a estabilização hemodinâmica materna e a avaliação fetal, com parto de emergência se houver comprometimento materno ou fetal.
Os sinais de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia intensa, epigastralgia ou dor em hipocôndrio direito, distúrbios visuais (visão turva, escotomas cintilantes) e hiperreflexia, em uma gestante com pré-eclâmpsia grave.
O DPP é caracterizado por sangramento vaginal de intensidade variável, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), dinâmica uterina presente e, em casos graves, sofrimento fetal.
O DPP cursa com dor abdominal e hipertonia uterina, frequentemente associado a sangramento escuro e sofrimento fetal. A placenta prévia tipicamente apresenta sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, sem hipertonia uterina e com útero relaxado.
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