Iminência de Eclâmpsia: Prevenção de Convulsões com Sulfato de Magnésio

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Paula, 33 anos, G1P0, IG (ecográfica) = 32 semanas, vem ao Pronto-Socorro com quadro de nucalgia e escotomas. Ao exame, pressão arterial de 160x 110 mmHg, BCF 144 bpm, movimentação fetal presente a adinâmica. Sem outras queixas. Considerando que essa paciente está em quadro de iminência de eclâmpsia, a conduta para prevenção de convulsão é

Alternativas

  1. A) Sulfato de Magnésio 4g por via intravenosa (bolus) administrado lentamente, seguido de dose de manutenção de 1g por via intravenosa por hora em bomba de infusão contínua.
  2. B) Sulfato de Magnésio 1g por via intravenosa (bolus) administrado lentamente, seguido de dose de manutenção de 4g por via intravenosa por hora em bomba de infusão contínua.
  3. C) Sulfato de Magnésio 10g por via intravenosa (bolus) administrado lentamente + 4g de Sulfato de Magnésio intramuscular, seguido de dose de manutenção de 5g por via intramuscular profunda a cada 4 horas.
  4. D) Hidralazina 5 mg via intravenosa e repetir, se necessário, a cada 20 minutos.
  5. E) Hidralazina 10 mg, via intravenosa e repetir, se necessário, a cada 20 minutos.

Pérola Clínica

Iminência de eclâmpsia → Sulfato de Magnésio (4g IV bolus + 1g/h IV manutenção) para prevenir convulsões.

Resumo-Chave

A iminência de eclâmpsia é uma condição grave na gestação, caracterizada por hipertensão e sintomas premonitórios de convulsão. O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, com um esquema de dose de ataque e manutenção bem estabelecido para garantir a eficácia e segurança.

Contexto Educacional

A iminência de eclâmpsia é uma condição obstétrica grave, caracterizada por pré-eclâmpsia com sinais e sintomas premonitórios de convulsão, como cefaleia intensa, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos. É uma complicação da hipertensão gestacional que pode levar a morbimortalidade materna e fetal significativa. A prevalência da pré-eclâmpsia varia globalmente, mas é uma das principais causas de mortalidade materna. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e aumento da permeabilidade vascular, levando a hipertensão e danos a órgãos-alvo. A prevenção das convulsões é a prioridade no manejo da iminência de eclâmpsia. O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. O esquema mais comum é o de Zuspan: dose de ataque de 4g IV administrada lentamente em 20-30 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1g/hora em infusão contínua. Durante a administração, é crucial monitorar os reflexos patelares, frequência respiratória e débito urinário para identificar precocemente sinais de toxicidade. O controle da pressão arterial com anti-hipertensivos (como hidralazina ou labetalol) também é importante, mas não substitui o sulfato de magnésio para a prevenção de convulsões.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia?

Os sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia persistente e intensa (nucalgia), distúrbios visuais como escotomas e diplopia, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e hiperreflexia. A presença de hipertensão grave é um achado comum.

Qual o mecanismo de ação do sulfato de magnésio na prevenção da eclâmpsia?

O sulfato de magnésio atua como um anticonvulsivante central, diminuindo a excitabilidade neuronal e bloqueando os receptores NMDA. Ele também possui um efeito vasodilatador cerebral, reduzindo o vasoespasmo e melhorando o fluxo sanguíneo cerebral, o que contribui para a prevenção das convulsões.

Como monitorar a toxicidade do sulfato de magnésio?

A toxicidade do sulfato de magnésio é monitorada pela avaliação dos reflexos patelares (hiporreflexia é o primeiro sinal), frequência respiratória (depressão respiratória é grave) e débito urinário. Em caso de toxicidade, o antídoto é o gluconato de cálcio intravenoso.

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