Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
G.M.D., 21 anos, primigesta, IG 33 semanas, deu entrada no PSO com queixa de cefaleia fronto-ocipital, escotomas e náuseas. PA 170 x 110 mmHg. Nega aumento de PA prévio. Ao exame obstétrico: DU ausente, BCF 150 bpm, AU: 29 cm, TV: colo impérvio, bolsa íntegra. Assinale o diagnóstico correto.
PA ≥160/110 + cefaleia/escotomas/náuseas em gestante = Iminência de Eclâmpsia.
A iminência de eclâmpsia é caracterizada por pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg ou ≥ 110 mmHg diastólica em duas ocasiões, com proteinúria) associada a sintomas premonitórios de convulsão, como cefaleia intensa, distúrbios visuais (escotomas, diplopia) e epigastralgia ou náuseas.
A iminência de eclâmpsia representa uma condição obstétrica grave e potencialmente fatal, caracterizada pela presença de pré-eclâmpsia grave associada a sintomas premonitórios de convulsão. É crucial para o residente de medicina reconhecer prontamente esses sinais para evitar a progressão para eclâmpsia, que é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia. A incidência de pré-eclâmpsia varia globalmente, mas suas formas graves e a eclâmpsia ainda são causas significativas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária, resultando em hipertensão e danos a órgãos-alvo. Os sintomas premonitórios, como cefaleia intensa, escotomas, visão turva, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, e náuseas/vômitos, indicam envolvimento do sistema nervoso central e/ou hepático. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipertensão grave (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, juntamente com esses sintomas de alerta. A ausência de proteinúria não exclui o diagnóstico se houver outros sinais de disfunção orgânica. O manejo da iminência de eclâmpsia é uma emergência obstétrica que exige internação, monitoramento contínuo da mãe e do feto, controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos e, fundamentalmente, a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A decisão sobre o momento e a via de parto é individualizada, mas a interrupção da gestação é frequentemente necessária para resolver a condição materna, especialmente em gestações mais avançadas ou com deterioração clínica. O acompanhamento pós-parto também é importante, pois a condição pode persistir ou se manifestar após o parto.
A iminência de eclâmpsia é diagnosticada quando uma gestante com pré-eclâmpsia grave (pressão arterial ≥ 160/110 mmHg e proteinúria) apresenta sintomas premonitórios de convulsão, como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, visão turva), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, monitoramento materno-fetal rigoroso, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos (ex: hidralazina, labetalol) e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio. A estabilização materna é prioritária, e a interrupção da gestação pode ser necessária.
A iminência de eclâmpsia precede a convulsão, enquanto a eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas em gestantes com pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia superajuntada ocorre em mulheres com hipertensão crônica que desenvolvem pré-eclâmpsia após 20 semanas de gestação, com piora da hipertensão e/ou proteinúria de novo.
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