Iminência de Eclâmpsia: Diagnóstico e Manejo Urgente

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, 20 anos de idade, 35 semanas, queixa-se de cefaleia, borramento visual e dor epigástrica há 1 hora, após ter brigado com seu namorado. Considerando-se que a pressão arterial é de 170x100mmg e o exame obstétrico está adequado para a idade gestacional, pode-se afirmar que se trata de:

Alternativas

  1. A) crise hipertensiva, sendo indicado medicá-la com benzodiazepínico, coletar enzimas hepáticas para decisão de conduta obstétrica.
  2. B) iminência de eclâmpsia, sendo indicado medicá-la com sulfato de magnésio e hidralazina e resolução do parto.
  3. C) pré-eclâmpsia, sendo indicada internação, repouso em decúbito lateral esquerdo, introdução de anti-hipertensivo endovenoso.
  4. D) Síndrome HELLP, medicá-la com hidralazina, coletar exames laboratoriais e cesária após diminuir a pressão.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 + sintomas) → Iminência de eclâmpsia = Sulfato de magnésio + anti-hipertensivo + resolução do parto.

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg) com sintomas de iminência de eclâmpsia (cefaleia, borramento visual, dor epigástrica). A conduta imediata é sulfato de magnésio para prevenção de convulsões, anti-hipertensivo para controle pressórico e resolução do parto.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. Quando a pressão arterial atinge níveis ≥ 160/110 mmHg ou há presença de sintomas como cefaleia, borramento visual e dor epigástrica, classifica-se como pré-eclâmpsia grave, indicando risco elevado de complicações maternas e fetais. A iminência de eclâmpsia é um estágio da pré-eclâmpsia grave onde os sintomas neurológicos e/ou epigástricos são proeminentes, sinalizando um risco iminente de convulsões eclâmpticas. A conduta é urgente e visa prevenir a eclâmpsia e estabilizar a paciente. O tratamento inclui a administração de sulfato de magnésio, que é o anticonvulsivante de escolha, para neuroproteção e prevenção de convulsões. Além do sulfato de magnésio, é fundamental o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos endovenosos, como a hidralazina ou o labetalol, para evitar complicações cerebrovasculares. A resolução do parto é a única medida definitiva para interromper a progressão da doença, sendo indicada após a estabilização materna, independentemente da idade gestacional, especialmente em casos de iminência de eclâmpsia. A via de parto deve ser avaliada individualmente, mas a prioridade é a segurança materna e fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que indicam iminência de eclâmpsia?

Os sintomas de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia intensa e persistente, distúrbios visuais (borramento, escotomas cintilantes), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos. Estes indicam disfunção de órgãos-alvo e risco iminente de convulsão.

Qual a importância do sulfato de magnésio no manejo da iminência de eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele age como um anticonvulsivante e neuroprotetor, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de progressão para eclâmpsia.

Por que a resolução do parto é a conduta definitiva na iminência de eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são condições cuja causa primária é a placentação anormal. A única "cura" definitiva é a remoção da placenta. Portanto, após estabilização materna, a resolução do parto é indicada para interromper a progressão da doença e prevenir complicações graves.

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