CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Na biomicroscopia, as denominações “campos negro, amarelo e vermelho”, referem-se à iluminação:
Campos negro, amarelo e vermelho → Iluminação difusa indireta na biomicroscopia.
Estas denominações referem-se a técnicas onde a luz é refletida de estruturas profundas (íris, cristalino ou fundo) para iluminar a área de interesse por trás.
A biomicroscopia com lâmpada de fenda é a base do exame oftalmológico. O domínio das diferentes técnicas de iluminação permite ao clínico identificar patologias sutis. A iluminação difusa indireta utiliza a dispersão da luz nos tecidos oculares. Os termos 'campo negro' (reflexo da pupila ou áreas sem reflexo), 'campo amarelo' (reflexo do cristalino ou íris) e 'campo vermelho' (reflexo do fundo) são fundamentais para a retroiluminação. Por exemplo, a retroiluminação da íris (campo vermelho/amarelo) é essencial para diagnosticar a síndrome de dispersão pigmentar através dos defeitos de transiluminação iriana.
O campo vermelho refere-se à retroiluminação a partir do reflexo do fundo de olho. É extremamente útil para detectar defeitos de transiluminação da íris, vacuolos no cristalino ou pequenos furos retinianos, onde a luz vermelha refletida destaca opacidades ou soluções de continuidade.
A iluminação difusa indireta permite observar estruturas sem o brilho ofuscante da luz direta. Ela é usada para avaliar a transparência da córnea, depósitos no endotélio e detalhes da íris que seriam lavados por uma luz focal muito intensa.
Na iluminação direta, o observador foca exatamente onde o feixe de luz incide. Na indireta, o observador foca em uma área adjacente ou à frente de onde a luz está sendo refletida ou dispersada por outros tecidos.
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