SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
No manejo do íleo paralítico pós-operatório prolongado, qual das seguintes condutas tem maior evidência de benefício comprovado?
Íleo pós-op → Mobilização precoce + Retirada precoce de SNG = Melhor evidência comprovada.
O manejo do íleo paralítico foca em medidas de suporte e protocolos de recuperação acelerada (ERAS), priorizando a deambulação e evitando o uso prolongado de sondas.
O íleo paralítico é uma resposta fisiológica esperada após manipulação cirúrgica, mas torna-se patológico quando prolongado (geralmente >3-5 dias). A fisiopatologia envolve mediadores inflamatórios, ativação de reflexos neurais inibitórios e o uso de opioides. Evidências atuais, consolidadas em protocolos como o ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), enfatizam que a restrição de fluidos, a analgesia poupadora de opioides, a mobilização precoce e a retirada rápida da sonda nasogástrica são as intervenções mais eficazes para reduzir sua duração. A manutenção de sonda nasogástrica 'em repouso' é uma prática obsoleta que retarda a recuperação da motilidade.
O íleo paralítico é uma falha funcional da motilidade intestinal sem barreira física, comum após cirurgias abdominais, enquanto a obstrução mecânica envolve um bloqueio físico (como bridas ou tumores) que impede a progressão do conteúdo. O diagnóstico diferencial é crucial, pois a obstrução mecânica frequentemente exige reintervenção cirúrgica, enquanto o íleo paralítico é manejado de forma conservadora com suporte clínico e otimização de eletrólitos.
Embora seja um procinético, a metoclopramida atua principalmente no trato gastrointestinal superior e não demonstrou eficácia em reduzir a duração do íleo paralítico pós-operatório em estudos clínicos robustos. O uso de procinéticos de rotina é desencorajado pelos protocolos modernos de recuperação cirúrgica, pois não alteram o desfecho clínico e podem causar efeitos colaterais extrapiramidais.
É uma pseudo-obstrução colônica aguda, caracterizada por dilatação maciça do cólon sem causa mecânica. Diferente do íleo paralítico difuso, a Síndrome de Ogilvie é uma emergência que pode responder à neostigmina se houver risco de perfuração ou isquemia cecal, mas não deve ser confundida com o íleo paralítico pós-operatório comum, onde a neostigmina não tem indicação rotineira.
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