Íleo Paralítico Pós-Operatório: Achados na Radiografia de Abdome

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020

Enunciado

Homem, 63 anos, em pós-operatório de colectomia total. Evolui com íleo paralítico prolongado e hiponatremia (Na: 123 mEq/L). Qual das radiografias de abdome abaixo é compatível com o quadro do paciente da questão?

Alternativas

  1. A) Imagem A do enunciado.
  2. B) Imagem B do enunciado.
  3. C) Imagem C do enunciado.
  4. D) Imagem D do enunciado.
  5. E) Imagem E do enunciado.

Pérola Clínica

Íleo paralítico + hiponatremia → Radiografia: alças dilatadas, níveis hidroaéreos difusos, sem ponto de obstrução.

Resumo-Chave

O íleo paralítico pós-operatório é uma disfunção da motilidade intestinal comum após cirurgias abdominais, como a colectomia total. A hiponatremia pode agravar ou contribuir para o quadro. Radiograficamente, caracteriza-se por distensão difusa de alças intestinais (delgadas e cólon) com múltiplos níveis hidroaéreos, sem um ponto de transição abrupto, diferenciando-o da obstrução mecânica.

Contexto Educacional

O íleo paralítico, também conhecido como íleo adinâmico, é uma condição comum após cirurgias abdominais, especialmente aquelas que envolvem manipulação intestinal extensa, como a colectomia total. Caracteriza-se pela disfunção temporária da motilidade intestinal, resultando em acúmulo de gás e líquido nas alças, levando à distensão abdominal, náuseas, vômitos e ausência de flatos. A hiponatremia, um desequilíbrio eletrolítico comum no pós-operatório, pode contribuir para ou agravar o íleo ao afetar a função neuromuscular. O diagnóstico de íleo paralítico é clínico e radiológico. Na radiografia simples de abdome, os achados típicos incluem dilatação difusa de alças do intestino delgado e cólon, com múltiplos níveis hidroaéreos. Diferentemente da obstrução mecânica, não há um ponto de transição abrupto, e o gás pode ser visto em todo o trato gastrointestinal, incluindo o reto. A ausência de peristaltismo ao exame físico é um achado importante. O manejo é geralmente de suporte, incluindo jejum, hidratação intravenosa, correção de desequilíbrios eletrolíticos e controle da dor. A deambulação precoce e a minimização de opioides podem ajudar a acelerar a recuperação da motilidade intestinal. Para residentes, é crucial diferenciar o íleo paralítico de uma obstrução mecânica, pois esta última pode exigir intervenção cirúrgica. A avaliação cuidadosa da história clínica, exame físico e radiografias é fundamental para um diagnóstico e manejo adequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados clássicos de íleo paralítico na radiografia de abdome?

Na radiografia de abdome, o íleo paralítico se manifesta como dilatação difusa de alças do intestino delgado e cólon, com múltiplos níveis hidroaéreos. Não há um ponto de obstrução mecânica, e o gás é distribuído de forma mais homogênea.

Como a hiponatremia pode influenciar o íleo paralítico?

A hiponatremia pode agravar o íleo paralítico ao afetar a função neuromuscular do intestino. O desequilíbrio eletrolítico pode prejudicar a contração muscular lisa, contribuindo para a lentidão ou ausência de peristaltismo.

Quais são as principais causas de íleo paralítico pós-operatório?

As causas incluem manipulação intestinal durante a cirurgia, uso de opioides, inflamação, desequilíbrios eletrolíticos (como hipocalemia e hiponatremia), sepse e isquemia intestinal. A duração varia, mas geralmente se resolve em 2-3 dias.

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