Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2016
Recém-nato com Obstrução Intestinal Congênita por Íleo Meconial. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL é:
Íleo meconial em recém-nato = forte suspeita de Fibrose Cística.
O íleo meconial é uma forma de obstrução intestinal em recém-nascidos causada por mecônio anormalmente espesso e pegajoso. É o primeiro sinal de fibrose cística em 10-20% dos casos, sendo o diagnóstico mais provável nessa situação.
O íleo meconial é uma condição que se manifesta como obstrução intestinal em recém-nascidos, geralmente nas primeiras 24-48 horas de vida. É caracterizado pela presença de mecônio anormalmente espesso e pegajoso que obstrui o íleo terminal. Essa condição é patognomônica da fibrose cística em aproximadamente 10-20% dos casos, sendo a manifestação inicial da doença em muitos desses pacientes. A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva causada por mutações no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator), que codifica um canal de cloreto. A disfunção desse canal leva à produção de secreções exócrinas espessas em múltiplos órgãos, incluindo pâncreas, pulmões e intestino. No intestino, o mecônio se torna viscoso e adere às paredes intestinais, causando a obstrução. O diagnóstico de íleo meconial requer intervenção cirúrgica ou médica para desobstrução. Após o diagnóstico de íleo meconial, a investigação para fibrose cística é obrigatória, incluindo o teste do suor e, se necessário, análise genética. O reconhecimento precoce da fibrose cística é crucial para iniciar o tratamento adequado e melhorar o prognóstico a longo prazo do paciente.
Íleo meconial é uma obstrução intestinal em recém-nascidos causada por mecônio espesso e impactado. Os sintomas incluem distensão abdominal, vômitos biliares e ausência de eliminação de mecônio nas primeiras 24-48 horas de vida.
Na fibrose cística, a disfunção do gene CFTR leva à produção de secreções exócrinas espessas, incluindo o mecônio, que se torna viscoso e difícil de ser eliminado, causando obstrução intestinal.
Após a suspeita clínica, o diagnóstico é confirmado por teste do suor (cloreto > 60 mEq/L) e/ou análise genética para mutações no gene CFTR, que é o padrão-ouro.
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