UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Menino de 2 dias de vida com antecedente de polidrâmnio. Apresenta distensão abdominal desde o nascimento sem eliminação mecônio. Há um dia vômitos biliosos e toque retal sem saída de mecônio.A radiografia de abdome evidenciou alças dilatadas com pouco nível hidroaéreo e aspecto em vidro moído, além de ausência de pneumoperitônio.Baseado no relato:Qual a principal hipótese diagnóstica?Qual a conduta inicial?
RN com polidrâmnio, distensão abdominal, vômitos biliosos e ausência de mecônio → suspeitar de Íleo Meconial.
O quadro clínico de um recém-nascido com polidrâmnio pré-natal, distensão abdominal, vômitos biliosos e ausência de eliminação de mecônio, associado à radiografia com aspecto em "vidro moído", é altamente sugestivo de íleo meconial, que é a manifestação inicial da fibrose cística em cerca de 10-20% dos casos. A conduta inicial inclui estabilização e investigação diagnóstica.
O íleo meconial é uma forma de obstrução intestinal neonatal causada pelo acúmulo de mecônio anormalmente espesso e pegajoso no íleo terminal. É a manifestação inicial da fibrose cística em 10-20% dos casos, sendo crucial a investigação para esta doença genética. O polidrâmnio materno é um antecedente comum devido à dificuldade fetal de deglutição do líquido amniótico. Clinicamente, o neonato apresenta distensão abdominal progressiva, vômitos biliosos e ausência de eliminação de mecônio nas primeiras 24-48 horas de vida. A radiografia de abdome pode mostrar alças intestinais dilatadas, ausência de níveis hidroaéreos proeminentes e um aspecto granular ou em "vidro moído" devido às bolhas de ar misturadas ao mecônio espesso. A ausência de pneumoperitônio afasta perfuração intestinal. A conduta inicial envolve estabilização do paciente, incluindo hidratação venosa e descompressão gástrica com sonda nasogástrica. O diagnóstico e, em alguns casos, o tratamento não cirúrgico podem ser feitos com enemas de contraste hidrossolúvel (como Gastrografin) sob fluoroscopia, que ajudam a amolecer e desalojar o mecônio. Se o enema falhar ou houver complicações como perfuração, a intervenção cirúrgica é necessária.
Os sinais incluem distensão abdominal desde o nascimento, vômitos biliosos, ausência de eliminação de mecônio nas primeiras 24-48 horas e, frequentemente, história de polidrâmnio materno.
A principal hipótese diagnóstica é íleo meconial, uma obstrução intestinal causada por mecônio espesso e pegajoso, frequentemente associada à fibrose cística.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente (hidratação, sonda nasogástrica para descompressão), exames de imagem (radiografia de abdome) e, se confirmado, enema com contraste hidrossolúvel para tentar desobstruir o intestino.
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