HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
A passagem de um cálculo biliar para a luz do intestino através de uma fístula interna, determinando obstrução mecânica, constitui o chamado:
Íleo biliar = obstrução intestinal por cálculo biliar via fístula colecistoentérica.
O íleo biliar é uma complicação rara da colelitíase, onde um cálculo migra para o intestino através de uma fístula (geralmente colecistoentérica), causando obstrução mecânica. A suspeita clínica é crucial em pacientes idosos com história de doença biliar.
O íleo biliar é uma condição incomum, mas grave, que representa uma forma de obstrução intestinal mecânica causada pela migração de um cálculo biliar para o lúmen intestinal através de uma fístula, geralmente entre a vesícula biliar e o duodeno (fístula colecistoentérica). Afeta predominantemente idosos e pode ser difícil de diagnosticar devido à inespecificidade dos sintomas. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar, que leva à formação da fístula e à erosão do cálculo para o intestino. O cálculo, ao progredir, impacta em um segmento mais estreito do intestino delgado, mais comumente no íleo terminal, causando a obstrução. A pneumobilia na tomografia computadorizada é um achado clássico que sugere a presença de uma fístula bilioentérica. O tratamento definitivo é cirúrgico, com a remoção do cálculo obstrutivo e, se as condições do paciente permitirem, a colecistectomia e fechamento da fístula. A mortalidade pode ser alta, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e manejo adequado.
Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos e distensão abdominal, característicos de obstrução intestinal. Pode haver história prévia de colecistite aguda.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, como tomografia computadorizada de abdome, que pode mostrar o cálculo ectópico, dilatação de alças e pneumobilia (ar na via biliar).
O tratamento é cirúrgico, visando a remoção do cálculo obstrutivo (enterolitotomia) e, em alguns casos, a correção da fístula e colecistectomia, embora esta última possa ser postergada.
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