UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher de 65 anos apresenta distensão abdominal, náusea e vômitos há 2 dias. Exame físico: anictérica; abdome distendido, doloroso à palpação difusamente, com dor mais intensa localizada em hipocôndrio direito. Radiografia de abdome: distensão abdominal com nível hidroaéreo. Ultrassonografia de abdome: distensão de alças de delgado, vesícula biliar de paredes espessadas e delaminadas, com presença de aerobilia. O diagnóstico e o tratamento mais adequado são, respectivamente:
Obstrução intestinal + aerobilia + cálculo ectópico = Íleo biliar.
O íleo biliar é uma complicação rara da colecistite crônica, onde um cálculo biliar migra para o intestino através de uma fístula colecistoentérica, causando obstrução intestinal. A tríade de Rigler (pneumobilia, cálculo ectópico e obstrução intestinal) é diagnóstica.
O íleo biliar é uma forma rara de obstrução intestinal mecânica causada pela impactação de um cálculo biliar grande no lúmen do intestino delgado, geralmente no íleo terminal. Essa condição ocorre como complicação de uma colecistite aguda ou crônica, que leva à formação de uma fístula entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal (mais comumente o duodeno ou o cólon), permitindo a passagem do cálculo. Clinicamente, os pacientes apresentam sintomas de obstrução intestinal, como dor abdominal, distensão, náuseas e vômitos. O diagnóstico é sugerido pela radiografia de abdome, que pode mostrar níveis hidroaéreos e, classicamente, aerobilia (gás na árvore biliar). A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são úteis para confirmar a presença do cálculo ectópico e da fístula. O tratamento definitivo é cirúrgico, envolvendo a enterolitotomia (retirada do cálculo) e, em muitos casos, a colecistectomia e fechamento da fístula, que pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da condição do paciente.
O íleo biliar é uma forma rara de obstrução intestinal mecânica causada pela impactação de um cálculo biliar grande no lúmen do intestino delgado. Ele se desenvolve como complicação de uma colecistite aguda ou crônica, que leva à formação de uma fístula entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal, permitindo a passagem do cálculo.
Os achados diagnósticos clássicos do íleo biliar, conhecidos como tríade de Rigler, incluem: 1) pneumobilia (gás na árvore biliar), 2) cálculo biliar ectópico (fora da vesícula, geralmente no intestino) e 3) sinais de obstrução intestinal (distensão de alças, níveis hidroaéreos). A ultrassonografia e a tomografia confirmam esses achados.
O tratamento definitivo para o íleo biliar é cirúrgico. Consiste na enterolitotomia, que é a retirada do cálculo impactado do intestino. A colecistectomia e o fechamento da fístula podem ser realizados no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da condição clínica do paciente e da experiência do cirurgião.
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