Íleo Biliar: Entenda a Obstrução Intestinal por Cálculo

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

 Entende-se por "íleo biliar":

Alternativas

  1. A) Quadro de íleo paralítico regional desencadeado por uma colecistite aguda.
  2. B) Quadro de íleo paralítico generalizado decorrente de uma peritonite biliar pós-operatória.
  3. C) Quadro de sub-oclusão infecciosa em portador de colangite biliar.
  4. D) Quadro de obstrução intestinal mecânica por cálculo biliar, em paciente portador de fístula colecistoduodenal.
  5. E) Quadro de obstrução intestinal funcional, associada a aerobilia pós-papilotomia endoscópica por coledocolitíase.

Pérola Clínica

Íleo biliar = obstrução intestinal mecânica por cálculo biliar que migrou através de fístula colecistoduodenal.

Resumo-Chave

O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da colelitíase. Ele ocorre quando um cálculo biliar grande erode a parede da vesícula biliar e do duodeno, formando uma fístula. O cálculo então entra no intestino e causa obstrução mecânica, geralmente no íleo terminal, devido ao seu diâmetro.

Contexto Educacional

O íleo biliar é uma complicação incomum, mas potencialmente grave, da colelitíase crônica. Ele representa uma forma de obstrução intestinal mecânica, diferenciando-se de outras causas de íleo paralítico ou funcional. A fisiopatologia envolve a formação de uma fístula entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal (mais comumente o duodeno ou o cólon), permitindo que um cálculo biliar de tamanho considerável migre para o lúmen intestinal. Este cálculo, geralmente com mais de 2,5 cm, impacta em um ponto estreito do intestino, sendo o íleo terminal o local mais frequente de obstrução. Clinicamente, o paciente apresenta sinais e sintomas de obstrução intestinal, como dor abdominal, náuseas, vômitos e distensão abdominal. O diagnóstico pode ser desafiador, mas a tríade de Rigler (obstrução intestinal, aerobilia e cálculo biliar ectópico) na radiografia abdominal é um achado clássico, embora nem sempre presente. A tomografia computadorizada é o método de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e localizar o cálculo. O tratamento do íleo biliar é predominantemente cirúrgico, com a remoção do cálculo impactado (enterolitotomia) sendo o procedimento de urgência. A colecistectomia e o fechamento da fístula podem ser realizados no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da estabilidade do paciente e da complexidade do caso. Para residentes, é crucial reconhecer essa condição rara, mas com alta morbimortalidade se não tratada adequadamente, e saber diferenciá-la de outras causas de obstrução intestinal.

Perguntas Frequentes

O que é íleo biliar e como ele se desenvolve?

Íleo biliar é uma forma rara de obstrução intestinal mecânica causada pela impactação de um cálculo biliar no lúmen do intestino delgado. Geralmente, ele se desenvolve quando um cálculo grande erode a parede da vesícula biliar e do duodeno (ou outro segmento intestinal), formando uma fístula colecistoduodenal, por onde o cálculo migra para o intestino.

Quais são os achados radiológicos típicos do íleo biliar?

Os achados radiológicos clássicos do íleo biliar na radiografia simples de abdome incluem sinais de obstrução intestinal (alças dilatadas com níveis hidroaéreos), aerobilia (presença de ar nas vias biliares) e a visualização ectópica do cálculo biliar, geralmente no íleo terminal. A tomografia computadorizada é mais sensível para confirmar o diagnóstico.

Qual é o tratamento para o íleo biliar?

O tratamento do íleo biliar é cirúrgico e consiste na enterolitotomia, que é a remoção do cálculo impactado através de uma incisão no intestino. A correção da fístula colecistoduodenal e a colecistectomia podem ser realizadas no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo das condições clínicas do paciente e da inflamação local.

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