UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 63 anos, chega ao PS com quadro de dor e distensão abdominal difusa, náuseas e vômitos. Refere diagnóstico de colelitíase sintomática, aguardando chamado para cirurgia eletiva. Submetido a CT de abdome que evidenciou aerobilia e distensão difusa de alças de delgado, além de imagem calcificada circular em íleo terminal. Assinale a alternativa que tem o diagnóstico mais provável:
Obstrução intestinal + aerobilia + cálculo ectópico → Íleo biliar.
O íleo biliar é uma causa rara de obstrução intestinal mecânica, caracterizada pela tríade de Rigler: obstrução de delgado, aerobilia e cálculo biliar ectópico. A história de colelitíase é um fator de risco importante, indicando a formação de uma fístula colecistoentérica.
O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da colelitíase, caracterizada pela obstrução mecânica do intestino delgado por um cálculo biliar que migrou da vesícula biliar para o trato gastrointestinal através de uma fístula colecistoentérica. Geralmente, essa fístula se forma entre a vesícula e o duodeno, resultado de um processo inflamatório crônico. O diagnóstico é frequentemente desafiador, mas a tomografia computadorizada de abdome é a modalidade de imagem de escolha. Os achados clássicos, conhecidos como tríade de Rigler, incluem: obstrução intestinal (geralmente no íleo terminal, que é o segmento mais estreito do intestino delgado), aerobilia (presença de gás na árvore biliar) e a visualização do cálculo biliar ectópico. A história de colelitíase sintomática é um forte indício. O tratamento do íleo biliar é cirúrgico e consiste na remoção do cálculo obstrutivo (enterolitotomia). A abordagem da fístula e da vesícula biliar (colecistectomia) pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico, se as condições do paciente permitirem, ou em um segundo momento, para reduzir a morbidade de um procedimento mais complexo em um paciente instável. Residentes devem estar atentos a essa condição em pacientes idosos com obstrução intestinal e história de doença biliar.
A tríade de Rigler é clássica: obstrução de delgado, aerobilia (gás na árvore biliar) e um cálculo biliar ectópico (geralmente no íleo terminal) causando a obstrução.
A colelitíase crônica pode levar à inflamação e necrose da parede da vesícula biliar, resultando na formação de uma fístula colecistoentérica (geralmente para o duodeno), por onde um cálculo grande pode migrar e causar obstrução intestinal.
O tratamento é cirúrgico, envolvendo a enterolitotomia (remoção do cálculo do intestino) para aliviar a obstrução. A colecistectomia e fechamento da fístula podem ser realizados no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da condição do paciente.
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