CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
Paciente de 72 anos, hipertensa e diabética, queixando-se de dor abdominal de início há 2 dias associada a vômitos, distensão abdominal e redução da eliminação de flatos e fezes. Relata que nos últimos meses apresentou várias crises de cólicas abdominais necessitando de medicação endovenosa para alívio. Nega febre. Nega perda ponderal. Nega sangramento gastrointestinal. Ao exame: regular estado geral, desidratada +/4+, corada, anictérica, acianótica, afebril. Abdome distendido, com ruídos presentes doloroso a palpação difusa, mas sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal com ampola vazia. Pela hipótese de síndrome obstrutiva, realizou a tomografia de abdome abaixo. A principal hipótese diagnóstica é:
Íleo biliar = obstrução intestinal por cálculo biliar ectópico, frequentemente com pneumobilia e fístula colecistoentérica.
O íleo biliar é uma causa rara de obstrução intestinal mecânica, mais comum em idosos, e deve ser suspeitado em pacientes com histórico de colelitíase e sintomas obstrutivos, especialmente se houver pneumobilia na imagem. A Síndrome de Bouveret é um subtipo de íleo biliar onde o cálculo obstrui o duodeno.
O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da colelitíase, caracterizada pela obstrução mecânica do intestino delgado por um cálculo biliar que migrou para o trato gastrointestinal através de uma fístula colecistoentérica (geralmente colecistoduodenal). É mais comum em pacientes idosos e pode ser de difícil diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas. A apresentação clínica inclui dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos e distensão abdominal, mimetizando outras causas de obstrução intestinal. O histórico de cólicas biliares prévias é um forte indício. O diagnóstico é frequentemente confirmado por tomografia computadorizada, que pode demonstrar a tríade de Rigler: obstrução intestinal, pneumobilia (ar na árvore biliar) e um cálculo biliar ectópico no intestino. A Síndrome de Bouveret é uma variante do íleo biliar onde o cálculo obstrui o duodeno ou o estômago. O tratamento do íleo biliar é cirúrgico, visando a remoção do cálculo obstrutivo (enterolitotomia) e, em alguns casos, o reparo da fístula e colecistectomia, embora esta última possa ser adiada para um segundo momento devido à condição clínica do paciente. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento, sendo a mortalidade mais elevada em idosos e naqueles com comorbidades significativas.
Os sinais clínicos de íleo biliar incluem dor abdominal cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes, frequentemente em pacientes idosos com histórico de colelitíase.
O diagnóstico de íleo biliar é feito pela clínica e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada, que pode revelar a tríade de Rigler: obstrução intestinal, pneumobilia e cálculo biliar ectópico.
A Síndrome de Bouveret é um tipo específico de íleo biliar onde o cálculo biliar migra através de uma fístula colecistoentérica e obstrui o duodeno ou o estômago, causando obstrução de alto trato gastrointestinal.
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