HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente masculino, 32 anos vai ao pronto-socorro com história de 7 dias de epigastralgia com parada de eliminação de flatos e fezes. Não tem antecedentes cirúrgicos ou quadros pregressos semelhantes. Não havia alterações no exame físico. Foram colhidos exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,6 g/dL, Leucograma: 9.850 mm³, Plaquetas: 554.000/mm³, Ureia: 24 mg/dL, Creatinina: 0,7 mg/dL, Bilirubina direta: 0,13 mg/dl, TGO: 13 U/L, TGP: 11 U/L, FA: 67 U/L, GGT:22 U/L, Amilase: 110 U/L, Lipase: 24 U/L. Foi solicitada tomografia de abdome cujo resultado é mostrado na imagem: Melhor conduta diante do quadro clínico e achado tomográfico, dentre as listadas abaixo:
Obstrução intestinal + aerobilia + cálculo ectópico = Íleo Biliar → Tratamento cirúrgico urgente.
O íleo biliar é uma causa rara de obstrução intestinal mecânica, geralmente em idosos, mas pode ocorrer em jovens. A tríade clássica (Rigler, aerobilia, cálculo ectópico) na TC confirma o diagnóstico, exigindo intervenção cirúrgica para remoção do cálculo e, se possível, tratamento da fístula bilioentérica.
O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da doença calculosa biliar, caracterizada pela obstrução mecânica do intestino delgado por um cálculo biliar que migrou através de uma fístula bilioentérica. Embora mais comum em idosos, pode afetar pacientes mais jovens, e sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica para evitar complicações como isquemia intestinal e perfuração. A fisiopatologia envolve a formação de uma fístula entre a vesícula biliar e o trato gastrointestinal (mais frequentemente o duodeno), permitindo a passagem de um cálculo biliar grande. Este cálculo, ao progredir pelo intestino, impacta em uma porção mais estreita, como o íleo terminal, causando obstrução. O diagnóstico é frequentemente confirmado pela tomografia de abdome, que revela a tríade de Rigler (pneumobilia, obstrução intestinal e cálculo ectópico). O tratamento do íleo biliar é primariamente cirúrgico, consistindo na enterolitotomia (remoção do cálculo) e, em alguns casos, no tratamento da fístula bilioentérica e colecistectomia, dependendo das condições do paciente e da inflamação local. O prognóstico é bom com diagnóstico e tratamento precoces, mas a mortalidade pode ser elevada em casos de atraso diagnóstico ou complicações.
Os sinais clássicos na tomografia incluem aerobilia (gás na árvore biliar), dilatação de alças de intestino delgado e a presença de um cálculo biliar ectópico, geralmente impactado no íleo terminal.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica e descompressão gástrica com sonda nasogástrica, mas o tratamento definitivo é cirúrgico, visando a remoção do cálculo e, se possível, o fechamento da fístula bilioentérica.
O íleo biliar ocorre quando um cálculo biliar grande erode a parede da vesícula biliar e forma uma fístula para o trato gastrointestinal (mais comum duodeno), migrando e impactando em uma porção mais estreita do intestino, geralmente o íleo.
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