DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 70 anos, deu entrada no pronto-socorro com clínica obstrutiva, apresentando-se desidratada e taquicárdica. De antecedentes, possui hipertensão arterial sistêmica e tireoidectomia radical prévia. Abaixo temos sua radiografia de abdome agudo: A radiografia evidenciada acima aponta como principal hipótese o diagnóstico de:
Íleo biliar = Obstrução intestinal por cálculo biliar + Tríade de Rigler (pneumobilia, cálculo ectópico, obstrução).
O íleo biliar é uma causa rara de obstrução intestinal mecânica, mais comum em idosos, resultante da migração de um cálculo biliar para o intestino através de uma fístula colecistoentérica. A radiografia de abdome agudo pode revelar a tríade clássica de Rigler: pneumobilia, cálculo biliar ectópico e sinais de obstrução intestinal.
O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da colecistite crônica, caracterizada pela obstrução mecânica do intestino delgado por um cálculo biliar que migrou através de uma fístula colecistoentérica. É mais comum em pacientes idosos, especialmente mulheres, e pode apresentar um quadro clínico de obstrução intestinal aguda, com dor abdominal, náuseas, vômitos e distensão. A suspeita clínica é crucial, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para reduzir a morbimortalidade. O diagnóstico do íleo biliar é frequentemente feito por exames de imagem. A radiografia simples de abdome agudo pode revelar a clássica tríade de Rigler: pneumobilia (ar nas vias biliares), cálculo biliar ectópico (visível no intestino) e sinais de obstrução intestinal (alças dilatadas com níveis hidroaéreos). A tomografia computadorizada (TC) é o exame de escolha, oferecendo maior sensibilidade para identificar o cálculo, a fístula e o ponto de obstrução. A ultrassonografia pode ser útil, mas sua sensibilidade é limitada pela presença de gás intestinal. O tratamento do íleo biliar é cirúrgico e consiste na remoção do cálculo (enterolitotomia) no local da obstrução. A correção da fístula e a colecistectomia podem ser realizadas no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da estabilidade do paciente e da complexidade do caso. O prognóstico é geralmente bom com tratamento cirúrgico oportuno, mas a taxa de mortalidade pode ser elevada em pacientes idosos com comorbidades e diagnóstico tardio.
A tríade de Rigler, observada na radiografia de abdome agudo, consiste em pneumobilia (ar nas vias biliares), cálculo biliar ectópico (geralmente no intestino delgado) e sinais de obstrução intestinal, como alças dilatadas e níveis hidroaéreos.
O íleo biliar ocorre quando um cálculo biliar grande, geralmente após um processo inflamatório crônico da vesícula biliar (colecistite), erode a parede da vesícula e forma uma fístula para o trato gastrointestinal (mais comumente duodeno), migrando e causando obstrução em um ponto mais distal do intestino delgado.
O tratamento do íleo biliar é cirúrgico. Consiste na enterolitotomia (remoção do cálculo) no local da obstrução. A correção da fístula colecistoentérica e a colecistectomia podem ser realizadas no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da condição do paciente.
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