UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Paciente de 69 anos, com diagnóstico de colelitíase, com cálculo único de 2,5cm, aguardando cirurgia ambulatorial de colecistectomia há 2 anos, chega ao pronto-socorro com queixa de dor e distensão abdominal. À USG de abdome superior não foi visualizado o cálculo e ao RX simples tem sinais de abdome agudo obstrutivo. O local mais provável de obstrução é:
Obstrução intestinal em idoso com colelitíase + pneumobilia no RX = Íleo biliar, mais comum no íleo terminal.
A história de colelitíase crônica e a ausência do cálculo na vesícula biliar na USG, associadas a sinais de obstrução intestinal e, frequentemente, pneumobilia no RX simples, sugerem íleo biliar. O cálculo migra para o intestino através de uma fístula colecistoentérica, sendo o íleo terminal o local mais estreito e comum de impactação.
O íleo biliar é uma complicação rara, mas grave, da colelitíase, caracterizada pela obstrução mecânica do intestino delgado por um cálculo biliar que migrou da vesícula biliar para o trato gastrointestinal através de uma fístula colecistoentérica. É mais comum em idosos e pacientes com histórico de colelitíase crônica. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da vesícula biliar, que leva à formação de aderências e erosão da parede, criando uma fístula (mais comumente colecistoduodenal). O cálculo, geralmente maior que 2,5 cm, passa para o intestino e pode impactar em segmentos mais estreitos. O diagnóstico é suspeitado pela tríade de Rigler (pneumobilia, obstrução intestinal e cálculo ectópico) em radiografias simples, e confirmado por tomografia computadorizada. O tratamento é cirúrgico, visando a remoção do cálculo e a resolução da obstrução. A fístula pode ser tratada no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento, dependendo da condição do paciente. O prognóstico é bom se diagnosticado e tratado precocemente, mas a mortalidade pode ser alta em casos de atraso no diagnóstico e tratamento.
Os achados clássicos incluem obstrução de intestino delgado, pneumobilia (ar na via biliar) e a visualização do cálculo biliar ectópico, geralmente em radiografias simples de abdome, formando a tríade de Rigler.
O íleo terminal é o segmento mais estreito do intestino delgado, tornando-o o local mais provável para a impactação de um cálculo biliar grande que migrou através de uma fístula colecistoentérica.
Um cálculo biliar grande pode erodir a parede da vesícula biliar e formar uma fístula para o intestino (geralmente duodeno), migrando e impactando em um segmento mais estreito, como o íleo terminal, causando obstrução.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo