CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Gestante é submetida a cesárea por iteratividade e no pós-operatório cursa com sintomas de íleo adinâmico. As medidas iniciais devem ser:
Íleo adinâmico pós-cesárea: Jejum, SNG para descompressão e hidratação EV são medidas iniciais essenciais para manejo.
O íleo adinâmico é uma complicação comum pós-operatória, especialmente após cirurgias abdominais como a cesárea, caracterizado pela diminuição ou ausência da motilidade intestinal. As medidas iniciais visam descomprimir o trato gastrointestinal, prevenir a distensão e a aspiração, e manter o estado hidroeletrolítico do paciente, sendo o jejum, a sonda nasogástrica e a hidratação endovenosa pilares do tratamento.
O íleo adinâmico, também conhecido como íleo paralítico, é uma disfunção comum da motilidade intestinal que ocorre após cirurgias abdominais, incluindo a cesárea. Caracteriza-se pela ausência ou diminuição da peristalse, resultando em acúmulo de gases e líquidos no intestino, distensão abdominal e incapacidade de progressão do conteúdo intestinal. Embora geralmente transitório, pode causar desconforto significativo e prolongar a recuperação pós-operatória. A fisiopatologia do íleo adinâmico é multifatorial, envolvendo a resposta inflamatória local e sistêmica à cirurgia, a manipulação direta do intestino, o uso de agentes anestésicos e analgésicos opioides, e desequilíbrios eletrolíticos. Os sintomas típicos incluem distensão abdominal, dor difusa, náuseas, vômitos e ausência de eliminação de flatos e fezes. O diagnóstico é clínico, com exames de imagem (radiografia abdominal) podendo mostrar alças dilatadas com níveis hidroaéreos. O manejo do íleo adinâmico é primariamente de suporte. As medidas iniciais incluem jejum oral para evitar a sobrecarga do trato gastrointestinal, inserção de sonda nasogástrica para descompressão e alívio dos sintomas, e reposição hídrica e eletrolítica endovenosa para manter a hidratação e corrigir desequilíbrios. A mobilização precoce e a minimização do uso de opioides são estratégias preventivas e terapêuticas importantes. A reintrodução da dieta deve ser gradual, após o retorno da motilidade intestinal.
Os sintomas incluem distensão abdominal, dor abdominal difusa, náuseas, vômitos, ausência de flatos e fezes, e ruídos hidroaéreos diminuídos ou ausentes ao exame físico.
O jejum evita a entrada de mais conteúdo no trato gastrointestinal, e a sonda nasogástrica promove a descompressão gástrica e intestinal, aliviando a distensão, náuseas e prevenindo vômitos e aspiração.
A principal causa é a manipulação intestinal durante a cirurgia, a anestesia, o uso de opioides para analgesia e a resposta inflamatória sistêmica ao trauma cirúrgico, que inibem temporariamente a motilidade intestinal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo