Íleo Adinâmico Pós-Operatório: Causas e Manejo

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

A introdução da dieta no pós-operatório é influenciada por inúmeros fatores, o peristaltismo é um dos fatores avaliados. Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O peristaltismo colônico surge em torno das primeiras 24h.
  2. B) O estômago é o último a apresentar peristaltismo, por esse motivo indica-se SNG em todos pacientes submetidos à cirurgia do andar superior do abdômen.
  3. C) A introdução da dieta no pós-operatório não leva em consideração o íleo funcional, e sim a presença de sutura no trato gastrintestinal.
  4. D) Hiponatremia pode ser a causa de íleo adinâmico, da mesma forma que a fístula anastomótica.
  5. E) A distensão abdominal é decorrente da produção de gás por bactérias anaeróbias e pelas secreções digestivas, nesses casos, indica-se a SNG.

Pérola Clínica

Íleo adinâmico pós-operatório → pode ser causado por distúrbios eletrolíticos (ex: hiponatremia) ou complicações cirúrgicas (ex: fístula anastomótica).

Resumo-Chave

O íleo adinâmico pós-operatório é uma paralisia temporária do intestino, influenciada por diversos fatores, incluindo desequilíbrios eletrolíticos como a hiponatremia, e complicações graves como a fístula anastomótica, que prolongam a recuperação da função intestinal.

Contexto Educacional

A recuperação da função gastrointestinal é um marco crucial no pós-operatório, influenciando diretamente o tempo de internação e a morbidade. O íleo adinâmico pós-operatório, uma paralisia temporária do intestino, é uma ocorrência comum e multifatorial, atrasando a introdução da dieta oral e podendo levar a complicações. Diversos fatores contribuem para o íleo adinâmico, incluindo a manipulação cirúrgica, o uso de opioides, anestésicos, inflamação e desequilíbrios eletrolíticos. A hiponatremia, assim como a hipocalemia, pode alterar a excitabilidade da musculatura lisa intestinal, comprometendo o peristaltismo. Além disso, complicações graves como a fístula anastomótica, que indica uma falha na cicatrização da anastomose intestinal, podem causar inflamação local e sistêmica, prolongando ou induzindo o íleo adinâmico. A introdução da dieta no pós-operatório deve considerar o retorno do peristaltismo, que ocorre em diferentes tempos para cada segmento do trato gastrointestinal: o intestino delgado recupera-se em poucas horas, o estômago em 24-48 horas, e o cólon, por último, em 48-72 horas ou mais. A distensão abdominal pode ser um sinal de íleo, mas a SNG não é indicada rotineiramente em todos os pacientes, sendo reservada para casos de vômitos persistentes ou distensão grave. O manejo visa corrigir as causas subjacentes e promover a mobilização precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas do íleo adinâmico pós-operatório?

O íleo adinâmico pode ser causado por manipulação cirúrgica, anestésicos, opioides, distúrbios eletrolíticos (como hipocalemia e hiponatremia), sepse, peritonite e complicações como fístulas anastomóticas.

Como a hiponatremia afeta o peristaltismo?

A hiponatremia, assim como outros desequilíbrios eletrolíticos, pode alterar a excitabilidade neuromuscular do trato gastrointestinal, levando à diminuição do peristaltismo e ao desenvolvimento de íleo adinâmico.

Qual a sequência de retorno do peristaltismo após cirurgia?

Geralmente, o intestino delgado é o primeiro a recuperar o peristaltismo (horas), seguido pelo estômago (24-48h) e, por último, o cólon (48-72h ou mais).

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