FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
O tratamento do íleo adinâmico pós-operatório das cirurgias pélvicas inclui a seguinte medida:
Íleo adinâmico pós-op → tratamento de suporte com reposição hidroeletrolítica endovenosa.
O íleo adinâmico pós-operatório é uma disfunção transitória da motilidade intestinal. Seu tratamento é primariamente de suporte, focando na hidratação adequada e na correção de desequilíbrios eletrolíticos, que são cruciais para a recuperação da função intestinal.
O íleo adinâmico pós-operatório, também conhecido como íleo paralítico, é uma disfunção transitória da motilidade intestinal que ocorre após procedimentos cirúrgicos, especialmente os abdominais e pélvicos. Caracteriza-se por uma inibição da peristalse, levando a distensão abdominal, náuseas, vômitos e incapacidade de eliminar flatos ou fezes. Sua fisiopatologia envolve fatores como manipulação intestinal, inflamação, uso de opioides e desequilíbrios eletrolíticos. O tratamento do íleo adinâmico é predominantemente de suporte. A medida mais fundamental é a reposição hidroeletrolítica endovenosa, visando corrigir desidratação e distúrbios de eletrólitos (como hipocalemia), que podem agravar a dismotilidade. A suspensão de medicamentos que inibem a motilidade (ex: opioides) e a mobilização precoce do paciente também são importantes. Outras medidas incluem a restrição da dieta oral até o retorno da função intestinal e, em casos selecionados com distensão significativa, a descompressão com sondagem nasogástrica. A reabordagem cirúrgica é reservada para suspeita de obstrução mecânica, e o uso de agentes farmacológicos procinéticos ainda é debatido e não é uma medida de rotina para todos os pacientes.
A principal medida no tratamento do íleo adinâmico pós-operatório é o suporte clínico, que inclui a reposição hidroeletrolítica endovenosa para manter o equilíbrio hídrico e eletrolítico, essencial para a recuperação da motilidade intestinal.
A sondagem nasogástrica não é de rotina, mas é indicada em pacientes com íleo adinâmico que apresentam distensão abdominal significativa, náuseas e vômitos persistentes, para descompressão gástrica e alívio dos sintomas.
Agentes farmacológicos para estimular a função gastrintestinal (procinéticos) têm um papel limitado e controverso no íleo adinâmico pós-operatório, sendo o tratamento de suporte a base da conduta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo