DM e DAC: Manejo Farmacológico e Substituição de IECAs

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Medidas não farmacológicas como cessação do tabagismo, perda de peso, atividade física regular, controle dietético e de fatores de risco estão indicadas para todos os pacientes com DM portadores de doença arterial coronariana (DAC). Nesse contexto, apenas não podemos concordar que:

Alternativas

  1. A) a prevenção secundária com uso de AAS e estatinas (com alvo de LDL-C < 70 mg/dl está indicada para todos, salvo contraindicações.
  2. B) o uso de IECAs está recomendado (salvo contraindicações para pacientes portadores de DAC e DM para redução de risco cardiovascular).
  3. C) BRAs não devem substituir IECAs quando o paciente apresentar tosse relacionada com o IECA.
  4. D) betabloqueadores estão indicados para pacientes portadores de DAC e DM com disfunção ventricular esquerda, observando-se as indicações da diretriz de IC.

Pérola Clínica

Tosse induzida por IECA em pacientes com DM e DAC → substituir por BRA, pois BRAs não causam tosse e têm efeitos protetores semelhantes.

Resumo-Chave

A tosse é um efeito adverso comum dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs) devido ao acúmulo de bradicinina. Nesses casos, os bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs) são a alternativa de escolha, pois oferecem benefícios cardiovasculares semelhantes sem o risco de tosse, melhorando a adesão ao tratamento.

Contexto Educacional

Pacientes com Diabetes Mellitus (DM) e Doença Arterial Coronariana (DAC) representam um grupo de alto risco cardiovascular, exigindo uma abordagem terapêutica multifacetada que inclui medidas não farmacológicas e farmacológicas rigorosas. A cessação do tabagismo, perda de peso, atividade física regular e controle dietético são pilares fundamentais para todos esses pacientes. Do ponto de vista farmacológico, a prevenção secundária é crucial. O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e estatinas (com alvo de LDL-C < 70 mg/dl) é amplamente indicado, salvo contraindicações, para reduzir eventos cardiovasculares. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs) são recomendados para a redução do risco cardiovascular, e betabloqueadores são indicados para pacientes com disfunção ventricular esquerda, seguindo as diretrizes de insuficiência cardíaca. Um ponto de atenção importante é o manejo dos efeitos adversos. A tosse é um efeito colateral comum dos IECAs, decorrente do acúmulo de bradicinina. Nesses casos, os Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRAs) são a alternativa de escolha, pois oferecem benefícios cardiovasculares comparáveis sem induzir a tosse, melhorando a tolerabilidade e a adesão ao tratamento. Portanto, a substituição de IECAs por BRAs é uma conduta padrão e recomendada em pacientes que desenvolvem tosse.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais medidas farmacológicas para pacientes com DM e DAC?

As principais medidas incluem o uso de AAS para prevenção secundária, estatinas para controle lipídico (alvo de LDL-C < 70 mg/dl), IECAs para redução de risco cardiovascular e betabloqueadores para pacientes com disfunção ventricular esquerda, conforme as diretrizes de insuficiência cardíaca.

Por que a tosse é um efeito colateral comum dos IECAs?

A tosse é um efeito colateral comum dos IECAs porque esses medicamentos inibem a enzima conversora de angiotensina, que também é responsável pela degradação da bradicinina. O acúmulo de bradicinina nas vias aéreas pode irritar os receptores da tosse, levando a esse sintoma.

Quando e por que os BRAs devem substituir os IECAs?

Os Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRAs) devem substituir os IECAs quando o paciente desenvolve tosse persistente e incômoda. Os BRAs atuam em um ponto diferente do sistema renina-angiotensina-aldosterona, não interferindo na degradação da bradicinina, e por isso não causam tosse, mantendo os benefícios cardiovasculares.

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