Anti-hipertensivos na Gravidez: IECA e BRA Contraindicados

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em relação aos medicamentos utilizados para o tratamento da hipertensão arterial, qual alternativa abaixo é correta?

Alternativas

  1. A) Em relação ao uso de diuréticos para o tratamento da hipertensão arterial, a preferência é pelos diuréticos de alça, como clortalidona e hidroclorotiazida, em doses baixas.
  2. B) Metildopa e clonidina são vasodilatadores diretos e poder induzir a taquicardia reflexa.
  3. C) Inibidores da enzima conversora da angiotensina e os bloqueadores do receptor ATI da angotensina II são contraindicados na gravidez.
  4. D) Os betabloqueadores reduzem a atividade simpática, porém devem ser usados com cautela em diabéticos pelo risco de induzir hipoglicemia.
  5. E) Diltiazem e verapamil são bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos, sem efeito sobre a frequência cardíaca e função sistólica.

Pérola Clínica

IECA e BRA são CONTRAINDICADOS na gravidez devido a teratogenicidade e toxicidade fetal.

Resumo-Chave

Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II (BRA) são fármacos de primeira linha para hipertensão, mas são estritamente contraindicados durante a gravidez devido ao risco de malformações fetais e toxicidade renal fetal.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial é uma condição crônica comum que requer manejo farmacológico na maioria dos casos. O tratamento visa reduzir a pressão arterial para níveis seguros, prevenindo complicações cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. A escolha do medicamento anti-hipertensivo depende de fatores como comorbidades, idade e condições especiais, como a gravidez. Os medicamentos anti-hipertensivos atuam por diversos mecanismos, incluindo diuréticos (redução do volume plasmático), inibidores da ECA e bloqueadores de receptores de angiotensina (modulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona), betabloqueadores (redução da frequência cardíaca e débito cardíaco) e bloqueadores dos canais de cálcio (vasodilatação). A fisiopatologia da hipertensão é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e hormonais. O tratamento da hipertensão é geralmente contínuo e requer monitoramento regular. Em gestantes, a escolha dos fármacos é crítica devido ao risco de teratogenicidade. IECA e BRA são estritamente contraindicados na gravidez, sendo substituídos por metildopa, labetalol ou nifedipino. Pontos de atenção para residentes incluem a individualização do tratamento, o manejo das comorbidades e a educação do paciente sobre a importância da adesão e monitoramento.

Perguntas Frequentes

Por que IECA e BRA são contraindicados na gravidez?

IECA e BRA são contraindicados na gravidez devido ao seu potencial teratogênico, podendo causar malformações congênitas, especialmente renais, e toxicidade fetal, como oligodrâmnio, anúria e hipoplasia pulmonar, principalmente no segundo e terceiro trimestres.

Quais diuréticos são preferidos no tratamento da hipertensão arterial?

No tratamento da hipertensão arterial, a preferência é pelos diuréticos tiazídicos, como a clortalidona e a hidroclorotiazida, em doses baixas, devido à sua eficácia na redução da pressão arterial e na prevenção de eventos cardiovasculares.

Quais são as opções seguras para tratar hipertensão na gravidez?

As opções seguras para tratar hipertensão na gravidez incluem metildopa, labetalol, nifedipino e hidralazina, que possuem perfis de segurança bem estabelecidos para a mãe e o feto.

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