UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Mulher, 32a, acompanha regularmente na Unidade Básica de Saúde, retorna para consulta para resultado de exames e refere atraso menstrual. Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica etiologia renovascular unilateral há 5 anos, em uso contínuo de enalapril 10 mg/dia e atenolol 25 mg/dia com controle satisfatório da pressão arterial. Exame Físico PA= 128X76 mmHg; membros: edema +/4+. Exames realizados há 2 meses: Creatinina= 0,75 mg/dL; Ureia= 39 mg/dL; Potássio= 3,2 mEq/L, Sódio= 133 mEq/L. Teste urinário para gravidez: positivo. A SITUAÇÃO QUE JUSTIFICA A SUSPENSÃO DO ENALAPRIL PARA ESSA PACIENTE É
IECA (Enalapril) é contraindicado na gravidez → Risco de teratogenicidade fetal.
O enalapril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), é estritamente contraindicado na gravidez devido ao seu potencial teratogênico, especialmente no segundo e terceiro trimestres. Pode causar disfunção renal fetal, oligodrâmnio e malformações.
A gravidez impõe desafios significativos no manejo de condições crônicas, como a hipertensão arterial, devido à necessidade de proteger tanto a mãe quanto o feto. O enalapril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), é um anti-hipertensivo eficaz, mas seu uso é estritamente contraindicado durante a gestação. Esta contraindicação se baseia em evidências robustas de teratogenicidade, especialmente quando exposto no segundo e terceiro trimestres. Os IECA podem causar uma série de efeitos adversos fetais graves, incluindo disfunção renal, oligodrâmnio (redução do volume de líquido amniótico), anúria neonatal, hipotensão e hipoplasia pulmonar. Tais complicações podem levar a morbidade e mortalidade perinatal significativas. Portanto, ao confirmar a gravidez em uma paciente que faz uso de IECA, a suspensão imediata e a substituição por um anti-hipertensivo seguro para gestantes são mandatórias. Para residentes, é crucial estar atento à idade fértil das pacientes e sempre questionar sobre a possibilidade de gravidez ao prescrever medicamentos com potencial teratogênico. A metildopa, labetalol e nifedipino são opções seguras e frequentemente utilizadas para o controle da hipertensão na gestação, permitindo um manejo eficaz sem comprometer a saúde fetal.
O uso de IECA na gravidez está associado a riscos como disfunção renal fetal, oligodrâmnio, anúria neonatal, hipotensão, hipoplasia pulmonar e malformações craniofaciais, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
As alternativas seguras incluem metildopa, labetalol, nifedipino de liberação prolongada e hidralazina. A escolha depende da condição da paciente e da gravidade da hipertensão.
Não, a etiologia da hipertensão não altera a contraindicação absoluta do IECA na gravidez. A segurança fetal é a prioridade, e o IECA deve ser substituído por um anti-hipertensivo seguro para gestantes.
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