Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Paciente com Insuficiência Cardíaca Crônica apresenta elevação da Creatinina Plasmática (1,0 mg/dl para 1,3 mg/dl) após introdução de inibidor da enzima conversora da Angiotensina. A conduta MAIS apropriada é
Pequena elevação da creatinina (até 30% ou 0.5 mg/dL) após IECA/BRA em ICC é esperada e não indica suspensão.
Em pacientes com Insuficiência Cardíaca Crônica, uma elevação discreta da creatinina plasmática (até 30% do valor basal ou até 0.5 mg/dL) após o início de um IECA ou BRA é um efeito esperado e geralmente aceitável. Isso reflete a redução da pressão intraglomerular, que é um mecanismo de proteção renal a longo prazo, e não necessariamente uma lesão renal aguda. Manter a medicação é a conduta correta, monitorando a função renal.
A Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) é uma síndrome complexa com alta morbimortalidade, e o tratamento com inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina (BRA) é um pilar fundamental, comprovadamente melhorando o prognóstico e a qualidade de vida. No entanto, o início desses medicamentos exige monitoramento cuidadoso da função renal e dos eletrólitos, especialmente o potássio. A fisiopatologia da elevação da creatinina com IECA/BRA está relacionada à sua ação no sistema renina-angiotensina-aldosterona. Ao inibir a formação de angiotensina II (IECA) ou bloquear seus receptores (BRA), há uma vasodilatação preferencial da arteríola eferente glomerular, o que reduz a pressão intraglomerular e, consequentemente, a taxa de filtração glomerular (TFG). Essa redução da TFG pode se manifestar como um aumento da creatinina sérica. É crucial que residentes e estudantes compreendam que uma elevação discreta da creatinina (até 30% do basal ou 0.5 mg/dL) é um efeito esperado e, muitas vezes, um sinal de que a medicação está agindo beneficamente na hemodinâmica renal, protegendo o rim a longo prazo. A conduta mais apropriada, na ausência de sintomas ou elevações mais significativas, é manter a medicação e continuar o monitoramento. A suspensão ou redução da dose deve ser reservada para casos de elevação acentuada, hipercalemia grave ou sintomas de disfunção renal.
Os IECA reduzem a vasoconstrição da arteríola eferente glomerular, diminuindo a pressão intraglomerular. Isso pode levar a uma pequena e esperada elevação da creatinina, que geralmente reflete um efeito hemodinâmico e não uma lesão renal grave, sendo inclusive um mecanismo de proteção renal a longo prazo.
Uma elevação da creatinina de até 30% do valor basal ou até 0.5 mg/dL é geralmente considerada aceitável e não requer modificação da dose ou suspensão do IECA, desde que o paciente esteja assintomático e sem outros sinais de disfunção renal aguda.
A redução da dose ou suspensão do IECA deve ser considerada se a elevação da creatinina for superior a 30% do valor basal ou 0.5 mg/dL, se houver sintomas de disfunção renal, hipercalemia grave, ou se a taxa de filtração glomerular cair abaixo de um limiar crítico, como 30 mL/min/1.73m².
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