Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Sobre doenças clínicas da gravidez, assinale a afirmativa incorreta:
IECA/BRA são contraindicados na gestação por risco fetal (oligodrâmnio, disfunção renal).
IECA e BRA são teratogênicos, especialmente no segundo e terceiro trimestres, causando oligodrâmnio, disfunção renal fetal e anomalias craniofaciais. Devem ser descontinuados antes da concepção ou assim que a gravidez for detectada.
A gravidez impõe desafios únicos no manejo de doenças crônicas, exigindo cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios de cada intervenção terapêutica. O controle de condições como diabetes e hipertensão é crucial, mas a escolha dos medicamentos deve considerar a segurança fetal acima de tudo, devido à potencial teratogenicidade de diversas substâncias, que podem causar malformações ou complicações graves ao desenvolvimento do feto. O diabetes mellitus pré-gestacional está associado a riscos significativos, incluindo malformações congênitas (especialmente a síndrome da regressão caudal, que é patognomônica), abortamento e macrossomia fetal. O controle glicêmico rigoroso antes e durante a gestação é fundamental para minimizar esses riscos. Em relação à hipertensão, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) são estritamente contraindicados na gestação devido aos seus efeitos teratogênicos, como oligodrâmnio, disfunção renal fetal e anomalias craniofaciais, podendo levar à morte fetal. Diuréticos também devem ser usados com cautela na gravidez, pois podem reduzir o volume plasmático materno e comprometer a perfusão placentária, afetando o desenvolvimento fetal. A escolha de anti-hipertensivos seguros na gestação inclui metildopa, labetalol e nifedipino, que possuem perfis de segurança mais estabelecidos. É essencial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas contraindicações e alternativas para garantir a segurança materno-fetal e o melhor desfecho para a gestação.
IECA e BRA são contraindicados devido aos seus efeitos teratogênicos no feto, especialmente no segundo e terceiro trimestres, podendo causar oligodrâmnio, disfunção renal fetal, hipotensão e anomalias craniofaciais, com risco de morte fetal.
O diabetes mellitus pré-gestacional aumenta o risco de malformações fetais (cardíacas, neurológicas), abortamento espontâneo, macrossomia, restrição de crescimento intrauterino e a síndrome da regressão caudal, que é uma malformação específica.
Diuréticos devem ser evitados na gestação, a menos que estritamente necessários, pois podem reduzir o volume plasmático materno, comprometendo a perfusão placentária e o crescimento fetal, além de causar desequilíbrios eletrolíticos.
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