UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
O cuidado com a saúde do idoso frágil difere bastante do adulto, onde predomina a presença de uma única doença ou fator de risco. “O idoso não é um adulto de cabelos brancos!”. Considerando essas especificidades, assinale a alternativa correta.
A funcionalidade global é o ponto de partida essencial para a avaliação e manejo da saúde do idoso frágil.
A avaliação da saúde do idoso frágil deve priorizar a funcionalidade global, pois ela reflete a capacidade do indivíduo de realizar atividades diárias e manter sua independência, sendo um indicador mais relevante que a presença de doenças isoladas.
O cuidado com a saúde do idoso frágil representa um desafio distinto na prática médica, exigindo uma abordagem que transcende o modelo tradicional focado em doenças isoladas. A fragilidade é uma síndrome clínica caracterizada por diminuição da reserva e resistência a estressores, resultando em maior vulnerabilidade a desfechos adversos. A avaliação geriátrica ampla é a ferramenta essencial para identificar essa condição e planejar um cuidado individualizado. Nesse contexto, a funcionalidade global emerge como o pilar central da avaliação. Ela se refere à capacidade do idoso de realizar suas atividades de vida diária (básicas e instrumentais) e manter sua independência. Priorizar a funcionalidade significa entender que o objetivo principal não é apenas tratar doenças, mas preservar a autonomia e a qualidade de vida, mesmo na presença de múltiplas comorbidades. Escalas de avaliação funcional, embora úteis, devem complementar uma avaliação clínica abrangente e não substituí-la. O manejo do idoso frágil envolve uma abordagem multidisciplinar, com foco na otimização da polifarmácia, prevenção de quedas, nutrição adequada e estímulo à atividade física. O cuidado compartilhado com a família é crucial, mas a decisão final deve sempre respeitar a autonomia do idoso, quando possível. A compreensão dos fármacos com alto risco de toxicidade em idosos é vital para evitar iatrogenias e melhorar a segurança do paciente.
No idoso frágil, o cuidado foca na manutenção da funcionalidade e qualidade de vida, considerando a polifarmácia, síndromes geriátricas e a interação complexa entre múltiplas doenças, diferentemente do adulto, onde o foco é frequentemente em doenças isoladas.
A funcionalidade global é o ponto de partida porque ela reflete a capacidade do idoso de realizar atividades de vida diária e manter sua independência. É um indicador mais sensível da saúde e bem-estar do que a mera lista de diagnósticos.
Idosos têm maior risco de toxicidade devido a alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas (menor função renal/hepática, menor massa muscular, maior percentual de gordura). Fármacos como anticolinérgicos, benzodiazepínicos, alguns anti-hipertensivos e psicotrópicos devem ser usados com cautela.
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