Manejo da Influenza A Grave em Idosos: Conduta e Tratamento

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026

Enunciado

Idosa, 89 anos, confinada ao leito por sequela motora de AVE vem apresentando febre, tosse e coriza há 4 dias. Levada à Emergência testou positivo para Influenza A. TC de tórax evidencia 50% de infiltrado pulmonar em vidro fosco. Normotensa, taquipneica, saturação O₂ de 88% em ar ambiente. Qual conduta deverá ser tomada?

Alternativas

  1. A) Internação, O₂, ceftriaxona e claritromicina.
  2. B) Internação, dexametazona, remdesivir e moxifloxacina.
  3. C) Internação, suporte respiratório, linezolida e piperacilina tazobactam.
  4. D) Internação, oseltamivir, suporte respiratório e sintomáticos.

Pérola Clínica

Idoso + Influenza + Hipóxia/Infiltrado → Internação + Oseltamivir + Suporte.

Resumo-Chave

Pacientes com sinais de gravidade ou fatores de risco para complicações por Influenza devem ser internados e tratados precocemente com antiviral.

Contexto Educacional

A Influenza em idosos e pacientes acamados apresenta alta morbimortalidade. A apresentação clínica pode variar de quadros leves a pneumonia viral primária grave com infiltrado intersticial difuso. O diagnóstico é confirmado por testes moleculares (RT-PCR) ou testes rápidos de antígeno, mas o tratamento não deve ser retardado pela espera do resultado. O manejo hospitalar inclui monitorização contínua, oxigenoterapia para manter saturação alvo (geralmente > 92-94% em idosos sem DPOC) e o uso de Oseltamivir. A dose padrão é de 75mg de 12/12h por 5 dias, podendo ser estendida em casos graves. A prevenção através da vacinação anual continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir internações nessa faixa etária.

Perguntas Frequentes

Quando indicar Oseltamivir na suspeita de Influenza?

O Oseltamivir está indicado para todos os pacientes com Síndrome Gripal que pertençam a grupos de risco (idosos, crianças < 5 anos, gestantes, imunocomprometidos, portadores de doenças crônicas) ou que apresentem sinais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como dispneia, queda de saturação (< 95%) ou instabilidade hemodinâmica, independentemente do tempo de início dos sintomas.

Quais os critérios de gravidade na Influenza?

Os critérios de gravidade (SRAG) incluem: frequência respiratória elevada, saturação de O2 < 95% em ar ambiente, hipotensão, alteração do nível de consciência, agravamento de doenças preexistentes e achados radiológicos de pneumonia (como infiltrado em vidro fosco ou consolidações). No caso da paciente idosa com 88% de saturação e 50% de infiltrado, a gravidade é evidente.

É necessário associar antibióticos na Influenza?

A associação de antibióticos não é rotineira e deve ser reservada para casos com suspeita clínica ou radiológica de coinfecção bacteriana (ex: nova febre após melhora inicial, consolidação lobar, leucocitose importante). Na ausência desses sinais, o tratamento foca no antiviral (Oseltamivir), suporte de oxigênio e medidas sintomáticas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo