Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Fernanda, 27 anos, durante a consulta de pré-natal, revela que tem tido pensamentos recorrentes de autoagressão e medo intenso de ser uma má mãe. Qual é a conduta indicada de acordo com a Assistência Integral em Saúde Mental?
Ideação suicida/autoagressão em gestante = emergência psiquiátrica → avaliação imediata e suporte contínuo, nunca deixar sozinha.
Pensamentos recorrentes de autoagressão e ideação suicida em qualquer paciente, especialmente em uma gestante, configuram uma emergência psiquiátrica. A conduta imediata é garantir a segurança da paciente, não a deixando sozinha, e encaminhá-la para avaliação psiquiátrica urgente para determinar o nível de risco e iniciar o manejo adequado.
A saúde mental materna é um componente essencial da assistência pré-natal integral, e a identificação de transtornos mentais durante a gravidez é fundamental. Pensamentos recorrentes de autoagressão e ideação suicida em uma gestante, como no caso de Fernanda, representam uma emergência psiquiátrica grave. A prevalência de depressão e ansiedade durante a gravidez é significativa, e o risco de suicídio, embora menor que no pós-parto, não pode ser negligenciado, sendo uma das principais causas de mortalidade materna. A fisiopatologia dos transtornos mentais na gravidez é multifatorial, envolvendo alterações hormonais, estressores psicossociais, histórico de transtornos mentais e falta de suporte. A verbalização de pensamentos de autoagressão ou medo intenso de ser uma má mãe são sinais de alerta que indicam sofrimento psíquico significativo e potencial risco. O diagnóstico é clínico, baseado na escuta ativa e na avaliação dos sintomas. É crucial que a equipe de saúde esteja atenta a esses sinais durante as consultas de pré-natal. A conduta diante de uma gestante com ideação suicida ou autoagressão deve ser imediata e proativa. O primeiro passo é garantir a segurança da paciente, não a deixando sozinha e removendo quaisquer meios potenciais de autoagressão. Em seguida, é imperativo encaminhá-la para uma avaliação psiquiátrica emergencial, que determinará a necessidade de internação, o plano de tratamento (farmacológico e/ou psicoterápico) e o suporte psicossocial contínuo. A assistência integral envolve uma abordagem multidisciplinar, com acompanhamento psiquiátrico, psicológico e obstétrico coordenado para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.
Sinais de alerta incluem ideação suicida, pensamentos de autoagressão, desesperança, anedonia, isolamento social, alterações graves de humor, e verbalização de medo intenso de ser uma má mãe ou de não conseguir cuidar do bebê.
A avaliação psiquiátrica imediata é crucial para determinar o nível de risco de suicídio, identificar transtornos mentais subjacentes (como depressão grave ou psicose) e iniciar um plano de tratamento e segurança adequado para proteger a vida da mãe e do bebê.
A equipe deve garantir que a gestante não fique sozinha, manter a calma, ouvir ativamente, validar seus sentimentos e encaminhá-la imediatamente para avaliação psiquiátrica emergencial, coordenando com a família e os serviços de saúde mental.
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