AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
A idade gestacional do embrião e do feto pode ser verificada através da ultrassonografia. Sendo assim, assinale a alternativa que indica o gráfico que melhor representa o erro na avaliação da idade gestacional.
Erro na avaliação da IG por USG ↑ com o avanço da gestação (maior no 3º trimestre).
A precisão da ultrassonografia na determinação da idade gestacional é inversamente proporcional ao avanço da gestação. A margem de erro é mínima no primeiro trimestre, aumentando progressivamente no segundo e terceiro trimestres, devido à maior variabilidade individual do crescimento fetal.
A determinação precisa da idade gestacional (IG) é um dos pilares do acompanhamento pré-natal, influenciando o manejo clínico, a interpretação de exames e a programação do parto. A ultrassonografia é a ferramenta mais utilizada para essa finalidade, especialmente quando a data da última menstruação (DUM) é incerta ou inconsistente. A precisão da ultrassonografia na estimativa da IG varia significativamente com o período gestacional em que o exame é realizado. No primeiro trimestre, a medida do comprimento cabeça-nádega (CCN) é a mais confiável, com uma margem de erro de apenas ±5 a 7 dias, devido à menor variabilidade individual do embrião/feto. À medida que a gestação avança para o segundo e terceiro trimestres, a variabilidade biológica do crescimento fetal aumenta, e, consequentemente, a margem de erro da ultrassonografia na determinação da IG também se eleva. No segundo trimestre, a margem de erro pode ser de ±7 a 14 dias, e no terceiro trimestre, pode chegar a ±21 a 30 dias. Portanto, o gráfico que melhor representa o erro na avaliação da idade gestacional deve mostrar um aumento progressivo da margem de erro com o avanço da gestação.
O primeiro trimestre, especialmente entre 7 e 12 semanas, é o período mais preciso para datar a idade gestacional, utilizando a medida do comprimento cabeça-nádega (CCN), com uma margem de erro de ±5-7 dias.
A precisão diminui porque, à medida que a gestação avança, a variabilidade individual no crescimento fetal se torna mais pronunciada. Fatores genéticos e ambientais começam a influenciar mais as medidas biométricas, aumentando a margem de erro.
No primeiro trimestre, usa-se o comprimento cabeça-nádega (CCN). No segundo, o diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), circunferência abdominal (CA) e comprimento do fêmur (CF). No terceiro, as mesmas medidas do segundo, mas com maior margem de erro.
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