UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
As gestações múltiplas estão relacionadas à aumento do risco materno e fetal. Portanto, em alguns casos é recomendável a interrupção da gestação antecipadamente. A alternativa que indica a orientação CORRETA, segundo o ministério da saúde brasileiro, é:
Gestação gemelar mono-mono → Interrupção entre 32-34 semanas devido a altos riscos.
Gestações gemelares monocoriônicas e monoamnióticas (mono-mono) apresentam os maiores riscos de complicações, como entrelaçamento de cordões e síndrome de transfusão feto-fetal. Por isso, a interrupção eletiva é recomendada mais precocemente, entre 32 e 34 semanas, para minimizar esses riscos, conforme diretrizes.
Gestações múltiplas, como as gemelares, representam um grupo de alto risco tanto para a mãe quanto para os fetos, com maior incidência de complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e malformações congênitas. A corionicidade e a amniocidade são fatores cruciais que determinam o grau de risco e, consequentemente, o manejo da gestação. A classificação da gestação gemelar em dicoriônica/diamniótica, monocoriônica/diamniótica e monocoriônica/monoamniótica é fundamental. As gestações monocoriônicas e monoamnióticas (mono-mono) são as de maior risco, devido à possibilidade de entrelaçamento dos cordões umbilicais e síndrome de transfusão feto-fetal, que podem levar à morte súbita dos fetos. Devido a esses riscos aumentados, as diretrizes do Ministério da Saúde e de outras sociedades médicas recomendam a interrupção eletiva da gestação mono-mono entre 32 e 34 semanas de idade gestacional, após administração de corticoide para maturação pulmonar. Para gestações dicoriônicas/diamnióticas, a interrupção é geralmente entre 37-38 semanas, e para monocoriônicas/diamnióticas, entre 34-37 semanas, sempre individualizando a conduta.
Os principais riscos incluem entrelaçamento dos cordões umbilicais, síndrome de transfusão feto-fetal (STFF), restrição de crescimento intrauterino seletiva e maior taxa de mortalidade perinatal.
Para gestações dicoriônicas e diamnióticas, a interrupção é geralmente recomendada entre 37 e 38 semanas de idade gestacional, devido ao menor risco de complicações em comparação com as monocoriônicas.
Em caso de óbito de um dos fetos, a conduta depende da idade gestacional e da corionicidade. Não há interrupção imediata indiferente da idade gestacional; a decisão é individualizada, considerando os riscos para o feto sobrevivente e para a mãe.
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