UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Gestante comparece à Maternidade com queixa de cólicas frequentes e perda de tampão mucoso. Pela data da última menstruação, a idade gestacional é de 34 semanas. No entanto, de acordo com resultado de ultrassonografia realizada com 9 semanas de gestação, a estimativa da idade gestacional é de 38 semanas. Ao toque, apresenta dilatação de 6 cm e colo fino, com bolsão tenso. Neste caso, a conduta indicada é:
USG precoce é mais fidedigna para IG. Dilatação 6 cm + colo fino = trabalho de parto ativo, assistir ao parto.
A idade gestacional determinada por ultrassonografia realizada no primeiro trimestre (9 semanas) é a mais fidedigna. Com 6 cm de dilatação e colo fino, a paciente está em trabalho de parto ativo. Independentemente da idade gestacional aparente (34 ou 38 semanas), a progressão do trabalho de parto ativo exige a assistência ao parto, não inibição ou exames adicionais.
A determinação precisa da idade gestacional (IG) é um pilar fundamental na assistência pré-natal e obstétrica. A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre (até 13 semanas e 6 dias) é o método mais fidedigno para estimar a IG, com uma margem de erro menor do que a data da última menstruação (DUM). Em casos de discrepância, a IG pela USG precoce deve prevalecer. Isso é crucial para o manejo de gestações a termo, pré-termo ou pós-termo. No caso apresentado, a DUM indica 34 semanas, mas a USG precoce indica 38 semanas. A IG de 38 semanas pela USG do primeiro trimestre é a mais confiável. A paciente apresenta dilatação de 6 cm e colo fino, o que configura trabalho de parto ativo. A presença de "bolsão tenso" sugere membranas íntegras, mas não altera a conduta principal. Diante de um trabalho de parto ativo com dilatação avançada (≥ 6 cm), a conduta indicada é a assistência ao parto. Tentar inibir o trabalho de parto neste estágio é ineficaz e contraproducente. Solicitar uma ultrassonografia de urgência para reconfirmar a IG é desnecessário, pois a USG precoce já é a referência. A amniotomia pode ser considerada em alguns casos para acelerar o parto ou avaliar o líquido, mas não é a conduta inicial obrigatória e não deve atrasar a assistência ao parto em si. O foco é garantir um parto seguro para mãe e bebê.
A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre (até 13 semanas e 6 dias) é o método mais fidedigno para determinar a idade gestacional, com margem de erro de ± 5-7 dias. Ela deve ser priorizada sobre a data da última menstruação (DUM) quando há discrepância.
O trabalho de parto ativo é caracterizado por contrações uterinas regulares e dolorosas, acompanhadas de modificações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 6 cm ou mais e esvaecimento (afinamento) do colo uterino.
Em trabalho de parto ativo com dilatação avançada (6 cm ou mais), a conduta indicada é a assistência ao parto. Não se deve tentar inibir o trabalho de parto, solicitar exames adicionais de urgência para reavaliar a idade gestacional, ou realizar amniotomia sem indicação clara, a menos que haja complicações.
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