UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
RN, com 10 dias de vida, apresenta pele e olhos amarelados. Recebe leite materno em livre demanda, e mãe relata que o RN mama pouca quantidade, acorda muitas vezes e parece estar sempre com fome. Ela diz que apresenta dor no mamilo ao amamentar. AP: nascido de 36 semanas, peso de 2800 g, tipagem sanguínea: mãe: A+ e RN: O+, 2 dias em alojamento conjunto. Exame físico: BEG, icterícia (++/++++) até região umbilical. P: 2600 g.O diagnóstico e a conduta devem ser, respectivamente:
RN 10d, icterícia, perda peso, dificuldade mamar → Icterícia por baixa ingesta = Orientar amamentação.
A icterícia por baixa ingesta é comum em RNs com dificuldade de amamentação, levando à menor eliminação de bilirrubina. A chave é otimizar a técnica de amamentação e garantir ingesta adequada, monitorando o peso e a bilirrubina.
A icterícia neonatal é uma condição comum, afetando cerca de 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. A hiperbilirrubinemia indireta é a forma mais frequente, e sua importância reside no risco de neurotoxicidade (kernicterus) se os níveis forem muito elevados. A icterícia por baixa ingesta de leite materno é uma causa importante de hiperbilirrubinemia indireta nos primeiros dias e semanas de vida, especialmente em prematuros tardios. A fisiopatologia da icterícia por baixa ingesta envolve a diminuição da frequência e eficácia das mamadas, resultando em menor eliminação de mecônio e, consequentemente, maior reabsorção entero-hepática de bilirrubina. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de icterícia, perda de peso significativa, sinais de má pega ou baixa transferência de leite e poucas eliminações. É crucial suspeitar dessa condição em RNs com icterícia que não estão ganhando peso adequadamente ou cujas mães relatam dificuldades na amamentação. O tratamento primordial é a otimização do aleitamento materno, com correção da técnica de pega, aumento da frequência e duração das mamadas, e, se necessário, suplementação temporária com leite materno ordenhado ou fórmula, sob supervisão. A fototerapia pode ser indicada se os níveis de bilirrubina atingirem limiares de risco. O prognóstico é excelente com intervenção precoce e adequada, evitando complicações graves como o kernicterus.
Os sinais incluem icterícia precoce ou persistente, perda de peso excessiva (>7-10% do peso de nascimento), poucas fraldas molhadas/sujas e dificuldade na amamentação, como dor mamilar na mãe.
A conduta inicial é otimizar a técnica de amamentação, aumentar a frequência das mamadas, avaliar a pega e a transferência de leite, e monitorar o peso do RN e os níveis de bilirrubina.
A icterícia por baixa ingesta ocorre nos primeiros dias/semanas, associada a sinais de má amamentação e perda de peso. A icterícia do leite materno surge após a primeira semana, em RNs que mamam bem e ganham peso, e pode persistir por semanas.
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