AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Recém-nascido, 3 dias de vida, nascido de 38 semanas de idade gestacional, com peso de nascimento 3420g, Apgar 8/10, mãe apresenta pouca oferta láctea, com consequente perda de peso maior que 10% em relação ao peso de nascimento, acompanhada de desidratação. Tipagem sanguínea materna A positivo e do RN A negativo. Realizado coleta de bilirrubinas, com bilirrubina total de 18mg/dL, as custas de bilirrubina indireta (16,8mg/dL). A provável causa da hiperbilirrubinemia é:
Icterícia por aleitamento materno → perda de peso >10%, desidratação, ↓ oferta láctea.
A icterícia por aleitamento materno é comum e ocorre devido à ingestão insuficiente de leite, levando à desidratação e menor eliminação de bilirrubina. É diferente da icterícia pelo leite materno, que é mais tardia e não está associada à má ingesta.
A hiperbilirrubinemia neonatal é uma condição comum, afetando até 60% dos recém-nascidos a termo e 80% dos prematuros. A icterícia por aleitamento materno, também conhecida como icterícia associada à amamentação, é uma das causas mais frequentes de hiperbilirrubinemia indireta nos primeiros dias de vida, sendo crucial para residentes reconhecerem seus fatores de risco e manejo adequado. Fisiopatologicamente, a icterícia por aleitamento materno ocorre devido à ingestão inadequada de leite, resultando em menor frequência de evacuações e aumento da circulação êntero-hepática da bilirrubina. Sinais de alerta incluem perda de peso maior que 10% do peso de nascimento, desidratação, e baixa oferta láctea materna. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e confirmado pela dosagem de bilirrubinas. O tratamento foca na otimização da amamentação, com aumento da frequência e duração das mamadas, avaliação da pega e, se necessário, suplementação. A fototerapia é indicada conforme os níveis de bilirrubina e a idade gestacional do bebê, seguindo os nomogramas de risco. É fundamental diferenciar esta condição da icterícia pelo leite materno, que é uma causa mais tardia e benigna de icterícia prolongada.
Os sinais incluem icterícia precoce (2-4 dias), perda de peso significativa (>10% do peso de nascimento), sinais de desidratação e baixa oferta láctea materna.
A icterícia do aleitamento materno é precoce e causada por ingestão insuficiente de leite, enquanto a icterícia pelo leite materno é mais tardia (após 4-7 dias) e prolongada, sem sinais de má ingesta.
A conduta inicial envolve otimizar a amamentação, aumentar a frequência das mamadas, avaliar a pega e, se necessário, suplementar com fórmula ou leite materno ordenhado, além de fototerapia conforme o nível de bilirrubina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo