UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Paciente de 75 anos dá entrada no ambulatório de cirurgia com queixa de icterícia iniciada há três semanas, associada a prurido generalizado. Refere emagrecimento de 10 kg nos últimos quatro meses. Ao exame, apresenta-se ictérico (+++/4) e desidratado; o abdome está flácido e indolor à palpação, com fígado palpável a 1 cm do rebordo costal direito, sem massas palpáveis. Para a consulta, o paciente trouxe os seguintes exames laboratoriais realizados há três dias: hemograma – hemoglobina = 11 mg/dl; hematócrito = 39%; leucócitos = 9.900 mm³ e 4 bastões; bilirrubina total = 18 mg/dl; bilirrubina direta = 15 mg/dl e bilirrubina indireta = 3 mg/dl. TGO97 U/L (normal até 40), TGP88 U/L (normal até 56), gama GT153 U/L (normal até 61). Foi solicitada ultrassonografia abdominal que evidenciou dilatação das vias biliares intra e extrahepáticas, vesícula biliar distendida com conteúdo homogêneo, sem evidências de litíase. Diante desse quadro: Cite duas opções de tratamento paliativo da icterícia.
Icterícia obstrutiva + emagrecimento + vesícula distendida (sem litíase) → suspeitar de neoplasia periampular; paliar icterícia com drenagem.
O quadro clínico de icterícia progressiva, prurido, emagrecimento e dilatação de vias biliares com vesícula distendida sem cálculos (sinal de Courvoisier-Terrier) é altamente sugestivo de neoplasia periampular, como câncer de cabeça de pâncreas. O tratamento paliativo da icterícia visa aliviar o prurido e prevenir complicações como colangite.
A icterícia obstrutiva em pacientes idosos, associada a prurido e perda de peso significativa, é um quadro clínico altamente sugestivo de malignidade, como o câncer de cabeça de pâncreas ou outras neoplasias periampulares. A dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, juntamente com uma vesícula biliar distendida sem litíase (Sinal de Courvoisier-Terrier), reforça essa suspeita, indicando uma obstrução distal do ducto biliar comum. Nesses casos, o tratamento definitivo muitas vezes envolve cirurgia complexa, mas em pacientes com doença avançada, comorbidades significativas ou expectativa de vida limitada, o foco pode ser o tratamento paliativo. O objetivo principal do tratamento paliativo da icterícia é aliviar os sintomas debilitantes, como o prurido intenso, a fadiga e a anorexia, e prevenir complicações como a colangite, melhorando a qualidade de vida do paciente. As duas principais opções para o tratamento paliativo da icterícia são a drenagem biliar endoscópica, geralmente realizada por Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com a colocação de um stent (plástico ou metálico) na via biliar, e a drenagem biliar percutânea trans-hepática (DBPT), que envolve a inserção de um cateter de drenagem através da pele e do fígado. Ambas as abordagens visam restabelecer o fluxo biliar e proporcionar alívio sintomático.
Sinais de alerta incluem icterícia progressiva, prurido generalizado, perda de peso inexplicada, dor abdominal vaga, e achados de imagem como dilatação de vias biliares e vesícula biliar distendida sem cálculos, sugerindo obstrução distal por massa.
As duas principais opções são a drenagem biliar endoscópica (via CPRE com colocação de stent, plástico ou metálico) e a drenagem biliar percutânea trans-hepática (DBPT). Ambas visam desobstruir as vias biliares, aliviar a icterícia e o prurido.
O sinal de Courvoisier-Terrier é a presença de uma vesícula biliar palpável, distendida e indolor em um paciente com icterícia. É classicamente associado à obstrução do ducto biliar comum por uma massa maligna na cabeça do pâncreas ou ampola de Vater, e não por cálculos biliares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo