Icterícia Obstrutiva: Diagnóstico por Imagem (TC e RM)

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 59 anos, com perda de peso e icterícia progressiva há alguns meses, Pode-se afirmar que a tomografia computadorizada na fase:

Alternativas

  1. A) tardia e a ressonância magnética em DP mostram aerobilia e gás na vesícula biliar, devendo corresponder a colecistite com fístula bileo-digestiva
  2. B) nefrográfica e a ressonância magnética em T1 mostram dilatação de vias biliares intra- hepáticas e tumoração no interior da vesícula biliar
  3. C) excretora e a ressonância magnética em T2 mostram múltiplas áreas de estenose das vias biliares, compatíveis com colangite estenosante
  4. D) arterial e a ressonância magnética em T2 mostram dilatação das vias biliares intra-hepáticas e imagem compatível com cálculo na vesícula biliar

Pérola Clínica

Icterícia obstrutiva + dilatação vias biliares + cálculo em TC/RM = coledocolitíase.

Resumo-Chave

Icterícia progressiva com dilatação de vias biliares intra-hepáticas e imagem compatível com cálculo na vesícula biliar sugere obstrução biliar por cálculo, como na coledocolitíase. Esses achados são bem visualizados por TC na fase arterial e RM em T2.

Contexto Educacional

A icterícia progressiva é um sinal de alerta que exige investigação imediata, pois pode indicar uma obstrução biliar grave. É uma condição comum em pacientes idosos e sua etiologia varia desde causas benignas, como cálculos, até malignidades. O diagnóstico por imagem é crucial para determinar a causa e planejar a conduta, sendo um tópico relevante para residentes de radiologia e cirurgia. Em casos de icterícia obstrutiva, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são exames complementares essenciais. A TC na fase arterial pode identificar massas pancreáticas ou biliares e dilatações. A RM, especialmente as sequências ponderadas em T2 (como a CPRM), é superior para visualizar o sistema biliar, detectando cálculos (coledocolitíase) e estenoses, e mostrando a dilatação das vias biliares intra-hepáticas como um sinal de obstrução. O achado de dilatação das vias biliares intra-hepáticas em conjunto com uma imagem compatível com cálculo na vesícula biliar ou no ducto biliar comum sugere coledocolitíase como causa da icterícia. O tratamento dependerá da causa, podendo variar de colecistectomia a CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) para remoção de cálculos ou cirurgia para lesões malignas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de icterícia obstrutiva?

As causas mais comuns incluem coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum), estenoses benignas ou malignas (câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma) e pancreatite, que pode comprimir o ducto biliar.

Por que a RM em T2 é útil para avaliar as vias biliares?

A RM em T2, especialmente com sequências de colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM), permite visualizar o líquido estagnado nas vias biliares como um sinal brilhante, sendo excelente para detectar cálculos e dilatações sem uso de contraste iodado.

Quais achados na tomografia computadorizada sugerem obstrução biliar por cálculo?

A TC pode mostrar dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas e, em alguns casos, o próprio cálculo biliar, que pode ser hiperdenso ou hipodenso dependendo de sua composição. A fase arterial pode ajudar a identificar massas.

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