Colangiocarcinoma Hilar: Diagnóstico e Exames de Imagem

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 76 anos, do sexo masculino, branco, apresentando icterícia há, aproximadamente, 2 meses. Procurou atendimento médico com exames laboratoriais, mostrando icterícia à custa do aumento de bilirrubina direta, com a dosagem da fosfatase alcalina e gama-GT 4 vezes o valor da referência normal. Foi submetido ao exame de ultrassonografia do abdômen, que evidenciou uma dilatação das vias biliares intra-hepáticas, com colédoco de diâmetro normal e vesícula biliar sem cálculos ou outras alterações. A sua principal hipótese, e o respectivo exame a ser solicitado para elucidação diagnóstica, é:

Alternativas

  1. A) Colangiocarcinoma - Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica.
  2. B) Cirrose hepática - Marcador viral para hepatite e alpha-feto proteína.
  3. C) Colangite esclerosante primária - Colangiografia trans-parieto-hepática.
  4. D) Colangiocarcinoma - Colangiorressonância Nuclear Magnética.
  5. E) Tumor periampular - Tomografia computadorizada do abdômen superior com contraste venoso

Pérola Clínica

Icterícia obstrutiva + dilatação intra-hepática + colédoco normal + vesícula sem cálculos → suspeitar tumor hilar (Klatskin).

Resumo-Chave

Paciente idoso com icterícia obstrutiva, elevação de FA/GGT, dilatação de vias biliares intra-hepáticas e colédoco normal sugere obstrução alta, como um colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin). A Colangiorressonância (CPRM) é o exame de escolha para detalhar a anatomia biliar e planejar a conduta.

Contexto Educacional

A icterícia obstrutiva em pacientes idosos, especialmente quando acompanhada de elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-GT, é um sinal de alerta para patologias biliares. A investigação por imagem é crucial para determinar a causa e o nível da obstrução. O cenário de dilatação das vias biliares intra-hepáticas com colédoco de diâmetro normal e vesícula biliar sem cálculos é altamente sugestivo de uma obstrução proximal, frequentemente localizada no hilo hepático. Neste contexto, a principal hipótese diagnóstica é o colangiocarcinoma hilar, também conhecido como tumor de Klatskin. Este é um tumor maligno que se origina nos ductos biliares intra ou extra-hepáticos próximos à confluência dos ductos hepáticos. A ausência de dilatação do colédoco distal e de cálculos na vesícula biliar direciona a investigação para essa região. Para a elucidação diagnóstica e estadiamento, a Colangiorressonância Nuclear Magnética (CPRM) é o exame de escolha. A CPRM oferece uma visualização não invasiva e detalhada da árvore biliar, permitindo identificar a localização exata da lesão, sua extensão, o grau de dilatação e a relação com estruturas vasculares adjacentes, informações essenciais para o planejamento terapêutico, que muitas vezes envolve cirurgia complexa.

Perguntas Frequentes

Quais achados clínicos e laboratoriais sugerem icterícia obstrutiva de causa maligna?

Icterícia progressiva, prurido, colúria, acolia fecal, elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-GT são sugestivos. A ausência de dor e a presença de massa palpável podem indicar malignidade.

Por que a dilatação das vias biliares intra-hepáticas com colédoco normal é um achado importante?

Este padrão sugere uma obstrução localizada nas vias biliares intra-hepáticas ou no ducto hepático comum, antes da confluência dos ductos biliares, como ocorre no colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin), enquanto o colédoco distal permanece sem dilatação.

Qual o papel da Colangiorressonância (CPRM) no diagnóstico de colangiocarcinoma?

A CPRM é o exame de imagem de escolha para avaliar as vias biliares, pois oferece excelente detalhamento anatômico, identifica o nível e a causa da obstrução, avalia a extensão do tumor e a presença de envolvimento vascular, sendo crucial para o estadiamento e planejamento cirúrgico.

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