Icterícia Obstrutiva: Primeiro Exame na Dor Abdominal QSD

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023

Enunciado

Paciente feminino, 72 anos, encaminhada da UBS com história de emagrecimento de 15kg nos últimos 3 meses, associado a anorexia e dor abdominal em quadrante superior direito. Antecedente pessoal: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, colelitíase com diagnóstico há 30 anos, sem vontade de cirurgia por opção própria e colangite esclerosante primária. Ao exame físico: regular estado geral, emagrecida, acianótica, ictérica +/4, afebril. Ausculta cardiopulmonar sem alterações dignas de nota. Abdome emagrecido, flácido, doloroso à palpação de hipocôndrio direito. Qual o primeiro exame a ser solicitado nesse caso?

Alternativas

  1. A) Laparoscopia.
  2. B) Colangioressonância.
  3. C) Tomografia computadorizada de abdome.
  4. D) Ultrassonografia de abdome.

Pérola Clínica

Icterícia + dor QSD + emagrecimento + colelitíase/CEP → USG abdome é o 1º exame para triagem.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro de icterícia obstrutiva (ictérica + dor em QSD + emagrecimento) com fatores de risco importantes (colelitíase crônica, colangite esclerosante primária). A ultrassonografia de abdome é o exame inicial de escolha, por ser não invasiva, de baixo custo e excelente para avaliar vias biliares, vesícula biliar e parênquima hepático, identificando dilatação de vias biliares ou massas.

Contexto Educacional

A icterícia obstrutiva em pacientes idosos, especialmente quando acompanhada de emagrecimento, anorexia e dor abdominal em quadrante superior direito, é um sinal de alarme que exige investigação imediata. A presença de antecedentes como colelitíase crônica e colangite esclerosante primária aumenta a suspeita de malignidade, como colangiocarcinoma ou câncer de pâncreas. É vital para o residente ter uma abordagem diagnóstica sistemática e eficiente. A fisiopatologia da icterícia obstrutiva envolve o bloqueio do fluxo biliar, levando ao acúmulo de bilirrubina conjugada no sangue e tecidos, manifestando-se como icterícia. A dor em QSD pode ser causada por distensão da cápsula hepática, inflamação biliar ou pancreática. O emagrecimento e a anorexia são sintomas constitucionais que reforçam a suspeita de neoplasia, exigindo uma investigação aprofundada. O primeiro exame a ser solicitado é a ultrassonografia de abdome. Este método é não invasivo, amplamente disponível e eficaz para detectar dilatação das vias biliares, cálculos, massas hepáticas ou pancreáticas e avaliar a vesícula biliar. Com base nos achados da USG, exames mais avançados como tomografia computadorizada, colangioressonância ou CPRE podem ser indicados para confirmar o diagnóstico, estadiar a doença e planejar o tratamento adequado, que pode incluir intervenção cirúrgica ou endoscópica.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de icterícia obstrutiva em idosos?

As causas mais comuns em idosos incluem coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum), tumores malignos (câncer de cabeça de pâncreas, colangiocarcinoma, ampuloma), estenoses benignas das vias biliares e pancreatite crônica. A presença de emagrecimento sugere malignidade.

Por que a ultrassonografia de abdome é o primeiro exame a ser solicitado neste caso?

A USG é um exame rápido, não invasivo e de baixo custo que permite avaliar a presença de dilatação das vias biliares, cálculos na vesícula ou ductos, e massas hepáticas ou pancreáticas, fornecendo informações cruciais para direcionar a investigação. É a modalidade de imagem inicial mais adequada para triagem.

Quando considerar exames mais avançados como TC ou colangioressonância?

Após a USG, se houver suspeita de obstrução ou massa, a tomografia computadorizada de abdome ou a colangioressonância (CPRM) são indicadas para melhor detalhamento anatômico, estadiamento e planejamento terapêutico, especialmente em casos de suspeita de malignidade ou para avaliação mais precisa das vias biliares.

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