Icterícia Obstrutiva: Diagnóstico Diferencial e Achados de Imagem

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Icterícia obstrutiva acontece quando há algum obstáculo ao livre fluxo de bile entre o sítio produtor e o duodeno. São causadas por drogas, doenças imunológicas, afecções congênitas, parasitas, cálculos ou tumores. Sobre esse tema, marque a alternativa errada:

Alternativas

  1. A) Icterícia obstrutiva pode estar associada com a tríade de charcot. 
  2. B) Pacientes com icterícia obstrutiva apresentam icterícia, colúria e acolia fecal.
  3. C) Na colestase puramente intra-hepática, observamos dilatação importante da via biliar na ultrassonografia.
  4. D) A colangio RNM é usada para o diagnóstico da icterícia obstrutiva, com bons resultados e com morbidade muito baixa. 
  5. E) A CPRE é um exame utilizado para a definição diagnóstica da icterícia obstrutiva, porém melhor indicada quando necessitamos de algum procedimento nas vias biliares, pelos riscos envolvidos com o procedimento (10% de morbidade).

Pérola Clínica

Colestase intra-hepática NÃO causa dilatação da via biliar na USG, ao contrário da obstrutiva extra-hepática.

Resumo-Chave

A colestase puramente intra-hepática, por definição, ocorre dentro do fígado e não envolve uma obstrução mecânica das grandes vias biliares extra-hepáticas. Portanto, não se espera encontrar dilatação significativa da via biliar na ultrassonografia, que é um achado característico de obstrução extra-hepática.

Contexto Educacional

A icterícia obstrutiva é uma condição clínica caracterizada pelo acúmulo de bilirrubina conjugada no sangue devido a um impedimento físico no fluxo da bile, seja intra ou extra-hepático. É uma condição importante na prática clínica, pois pode indicar desde cálculos biliares até neoplasias malignas, exigindo diagnóstico e intervenção rápidos. A fisiopatologia envolve o bloqueio mecânico que impede a bile de fluir do fígado para o duodeno, levando ao refluxo de bilirrubina conjugada para a corrente sanguínea. Os sintomas clássicos incluem icterícia, colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes claras), além de prurido. A Tríade de Charcot (dor, febre, icterícia) é um sinal de colangite aguda. O diagnóstico inicial geralmente envolve ultrassonografia abdominal para avaliar a presença de dilatação das vias biliares e identificar a causa da obstrução. A colangioressonância (CPRM) é um método não invasivo e altamente eficaz para detalhar a anatomia biliar. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é um procedimento invasivo com riscos, mas que permite tanto o diagnóstico preciso quanto a intervenção terapêutica, como a remoção de cálculos ou a colocação de stents. É crucial diferenciar a colestase intra-hepática (sem dilatação biliar) da obstrutiva extra-hepática (com dilatação).

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da icterícia obstrutiva?

Os sinais clássicos incluem icterícia (pele e olhos amarelados), colúria (urina escura devido à bilirrubina conjugada) e acolia fecal (fezes claras pela ausência de estercobilina).

O que é a Tríade de Charcot e quando ela ocorre?

A Tríade de Charcot consiste em dor abdominal no quadrante superior direito, febre com calafrios e icterícia, sendo um sinal clássico de colangite aguda.

Qual a diferença entre colangio RNM e CPRE no diagnóstico de icterícia obstrutiva?

A colangio RNM (CPRM) é um exame não invasivo de alta acurácia para visualizar as vias biliares. A CPRE é invasiva, mas permite tanto o diagnóstico quanto a intervenção terapêutica (ex: remoção de cálculos, colocação de stent).

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