TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Considere um paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, ictérico há uma semana. Em relação aos métodos de exame por imagem utilizados na avaliação das icterícias, assinale a alternativa incorreta:
USG abdominal = exame inicial na icterícia; TC/CPRM = avaliação de obstrução/causa.
A ultrassonografia é o método inicial devido ao baixo custo e alta sensibilidade para dilatação biliar. A TC é excelente para massas, mas não é a primeira escolha para triagem de obstrução.
A abordagem diagnóstica da icterícia segue um fluxograma que prioriza a distinção entre causas parenquimatosas e obstrutivas. A ultrassonografia abdominal desempenha papel central como triagem inicial, identificando sinais indiretos de obstrução, como a dilatação biliar. A tomografia computadorizada, embora excelente para estadiamento oncológico e avaliação pancreática, possui menor sensibilidade para cálculos biliares não calcificados em comparação à USG e CPRM. A compreensão da anatomia biliar pós-cirúrgica é vital, pois a ausência da vesícula altera os parâmetros de normalidade do calibre do colédoco. Métodos avançados como a ultrassonografia endoscópica (EUS) são reservados para casos de micromitíase ou avaliação detalhada da ampola de Vater e parênquima pancreático, oferecendo alta resolução espacial.
A ultrassonografia (USG) abdominal é o exame inicial de escolha. Ela apresenta alta sensibilidade para detectar dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, além de ser um método não invasivo, de baixo custo e amplamente disponível. Embora a tomografia computadorizada (TC) seja superior para avaliar a etiologia da obstrução (como neoplasias de cabeça de pâncreas), a USG permanece como o 'gatekeeper' diagnóstico inicial.
Sim, é comum observar um grau leve de dilatação compensatória do ducto biliar comum (colédoco) em pacientes que foram submetidos à colecistectomia. Nesses casos, um diâmetro de até 10mm pode ser considerado normal na ausência de sintomas clínicos ou alterações laboratoriais de colestase, não indicando necessariamente uma obstrução mecânica aguda.
A Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM) é indicada quando a USG sugere obstrução, mas não define a causa, ou quando há forte suspeita clínica de coledocolitíase. É um método não invasivo com sensibilidade comparável à CPRE para detecção de cálculos e estenoses, sendo fundamental no planejamento terapêutico sem os riscos de pancreatite associados aos métodos endoscópicos invasivos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo